Curitibano salva filhote de joão-de-barro; saiba o que fazer ao encontrar animais silvestres

Redação e Assessoria

Não fosse o técnico em informática Josias Pereira Bueno, um filhote de joão-de-barro que caiu do ninho feito em um poste no Pilarzinho, no último sábado (5), não teria chances de sobreviver.

Apesar de uma fratura exposta, provavelmente devido à queda, o animal está bem, sob os cuidados da equipe do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

O incidente aconteceu quando a escada de um funcionário de uma empresa de telefonia bateu no ninho e fez com que o lar dos passarinhos fosse ao chão. Uma das aves não resistiu e a sobrevivente não foi mais aceita pelos pais, segundo relato do cidadão que fez o resgate. “Tentei devolvê-lo sem sucesso, talvez pela destruição do ninho”, contou.

Após pesquisar formas de cuidar do bichinho, por sugestão do pai, Bueno decidiu encaminhar uma mensagem via rede social ao prefeito Rafael Greca, que passou o contato direto da secretária Municipal do Meio Ambiente, Marilza de Oliveira Dias. O fato acabou virando uma publicação na página de Greca.


Ele foi recebido com a sua mãe, Grazia Pereira Bueno, pela Médica Veterinária chefe da Divisão de Zoológico de Curitiba, Oneida Lacerda, que tratou da medicação e alimentação.

“Assim que possível, a destinação do animal será realizada juntamente com o Instituto Ambiental do Paraná, sendo priorizada a sua soltura na natureza”, explicou a veterinária.

Apoio

Hoje, o Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna auxilia o Instituto Ambiental do Paraná no recebimento, triagem, atendimento veterinário e encaminhamento de animais silvestres encontrados pela população, especialmente aos finais de semana e feriados.

Com o convênio assinado entre o Instituto e o Município de Curitiba, no final do ano passado, a Prefeitura vai passar a dar atendimento e encaminhamento a animais silvestres apreendidos pela Polícia Ambiental, por seus próprios fiscais e também os que forem encontrados em situações de risco e entregues pelos munícipes.

Foto: Lucilia Guimarães / SMCS

O documento prevê o recebimento de recursos de R$ 300 mil para compra de rações, medicamentos e outros insumos para viabilizar a manutenção dos animais pelo período de dois anos. Serão feitos recepção, atendimento básico e encaminhamento para que o IAP dê a destinação aos animais. O trabalho deve começar em fevereiro.

Quando e como agir?

Se não houver perigo iminente, como a presença de possíveis predadores, ou se o animal estiver em boas condições de saúde, não é necessário interferir. Do contrário, ele pode ser levado a um local seguro, próximo de onde foi encontrado para que mantenha o vínculo com os pais, desde que sejam tomados alguns cuidados.

O diretor ressalta que se deve levar em consideração a imprevisibilidade do manejo de animais silvestres, em relação a riscos e possíveis acidentes. No caso de animais jovens também vale a orientação, pois em resposta de proteção ao filhote, os pais (que deverão estar por perto) podem investir contra as pessoas.

Cuidados

É importante nunca retirar um animal silvestre de seu habitat e nem transportá-lo para outros espaços. Algumas espécies são únicas e estritamente presentes naquele habitat. Transporte para outras áreas e soltura indiscriminada podem ocasionar desequilíbrio ambiental.

A orientação do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna é para que sempre que possível a população anote o lugar e o momento em que o animal foi visto e informe aos profissionais da área na sua região, para que possam manter o monitoramento se julgarem relevante.

O Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna possui em seu corpo técnico profissionais habilitados que poderão ser consultados. Se houver dúvidas, a população pode ligar para os telefones 3350-9937 e 3313- 5480.

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