Após tentativa de suicídio, defesa pede transferência de Manvailer para atendimento psiquiátrico

Andreza Rossini

A defesa do professor Luis Felipe Manvailer, de 32 anos, acusado de matar a advogada Tatiane Spitzner, pediu transferência do suspeito para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, após ele alegar tentativa de suicídio.

Mainvailer teria tentado se matar com uma lâmina de barbear, na Penitenciária Industrial de Guarapuava, onde está detido. A defesa pediu sigilo imediato no processo. “Excelência: a situação é gravíssima! Urge que medidas imediatas sejam tomadas. O risco de suicídio é iminente. A Defesa está trazendo isso a conhecimento do Poder Judiciário, para que medidas sejam tomadas, tendo em vista que Luis Felipe encontra-se sob a custódia do Estado”, afirma o documento assinado pelo advogado Cláudio Dalledone Júnior.

Segundo os advogados que representam a família de Tatiana, não há laudos de médicos ou imagens dos ferimentos causados na tentativa de suicídio.

O documento afirma que o pedido não deve ser aceito por três motivos e, a primeira, é a que o próprio réu “confessou” ter tentado se matar. “Note-se, inicialmente, que a alegação de tentativa de suicídio partiu do próprio denunciado. Conforme o Comunicado 029/18, constante em seu requerimento, ele mesmo teria “confessado” que havia tentado tal ato. No mesmo documento também consta que ele desistiu de levar adiante tal intento”, diz documento anexado ao processo.


Ele foi denunciado pelos crimes de cárcere privado; fraude processual e homicídio qualificado por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio, quando o fato de a vítima ser mulher motiva o crime.

O caso

De acordo com a denúncia, Luis Felipe matou a esposa após diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional. Os promotores Dúnia Serpa Rampazzo e Pedro Henrique Brazão Papaize também afirmam que o laudo da perícia aponta que ele teria enforcado a vítima.

Luís Felipe está preso desde o dia 22 de julho, quando foi encontrado após se envolver em um acidente em uma rodovia a cerca de 320 km de Guarapuava. Ele dirigia o carro da advogada e seguia em direção a fronteira com o Paraguai e Argentina.

Na última terça-feira (31), Luís Felipe foi indiciado pela Polícia Civil pela morte da esposa por homicídio qualificado, motivo torpe (que ofende a ética social), uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino, o chamado feminicídio.

Luis Felipe nega as acusações e diz que a esposa se jogou da sacada. Segundo sua defesa, o casal tinha um relacionamento “feliz”, que estava em seu quinto ano.

Em nota, a defesa afirma que mantém sua posição de permanecer no aguardo do resultado de exames periciais no corpo da vítima (exame de necropsia), no apartamento do casal, nas câmeras de segurança, nos smartphones, computadores e HDs apreendidos e na realização de reprodução simulada dos fatos com a participação do acusado.

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