Delegado acusado de matar esposa e enteada vai a júri popular

Redação

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O delegado Erik Busetti, acusado de matar a esposa e a enteada a tiros, em março, deve ser submetido ao júri popular. A decisão é da juíza Mychelle Stadler, da 1.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba.

O réu foi acusado pelos assassinatos da escrivã da Polícia Civil Maritza Guimarães de Souza, de 41 anos, e da filha dela, Ana Carolina de Souza, de 16 anos. Ele responde por duplo feminicídio.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, em março, Erik Busetti não deu chances de defesa às vítimas, além de ter cometido o crime por motivo torpe — ele não aceitava o fim do relacionamento.

A defesa do delegado sustenta que irá esclarecer o ocorrido no julgamento, que ainda não tem data para ocorrer.

O julgamento deve ser marcado pela 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba.

DELEGADO ERIK BUSETTI MATA ESPOSA E ENTEADA 

O caso aconteceu no eia 5 de março de 2020, por volta das 23h30, em um condomínio no bairro Atuba, em Curitiba.

Maritza Guimarães de Souza, de 41 anos, e sua filha, Ana Carolina de Souza, de 16 anos, morreram antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

Após os disparos, o delegado pegou a filha do casal, de nove anos, e levou até uma vizinha. Em seguida, pediu para a conhecida ligar para à Polícia Militar.

De acordo com a delegada Camila Cecconello, da Polícia Civil do Paraná, a briga que culminou na morte de Maritza e Ana Carolina foi resultado de três horas de discussões entre a mulher e Erick.

Minutos antes do assassinato, a escrivã fez as malas para ir embora da residência.

“A Maritza, quando estava chegando na porta, ouviu os barulhos da discussão entre Erick e Ana, e retornou. Ela foi de encontro com a filha e naquele momento as imagens ficam num ponto cego, mas é possível ouvir os disparos e as duas caindo abraçadas em questão de dois a três segundos”, contou ela, na semana passada.

Ainda segundo o relato da delegada, Erik já havia desferido um chute e tapas contra a adolescente. Ela saiu em defesa da mãe e se pendurou nas costas do padrasto, tentando evitar mais uma briga.

Além disso, a polícia constatou que o casal estava em processo de separação há cerca de um ano.

“No dia do crime, Maritza enviou uma mensagem de texto para uma advogada de família, decidida a se divorciar, pois a situação estaria insustentável”, completou Cecconello.

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