Mulher e filha assassinadas por delegado com 13 tiros morreram abraçadas

Redação

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O delegado Erick Busetti foi indicado por duplo feminicídio, com incidência de aumento de pena por ter cometido o crime há alguns metros da filha, de nove anos. Ele é acusado de matar a mulher, Maritza Guimarães, e sua enteada, Ana Carolina de Souza, de 16 anos, no dia 5 deste mês.

O inquérito do caso foi concluído pela PC-PR (Polícia Civil do Paraná) nesta segunda-feira (16) e encaminhado ao MP-PR (Ministério Público do Paraná).

Segundo os laudos, Maritza sofreu sete tiros enquanto Ana Carolina foi vítima de seis disparos.

MÃE E FILHA FORAM MORTAS ABRAÇADAS, DIZ DELEGADA

De acordo com a delegada Camila Cecconello, que investiga o caso, a briga que culminou na morte de Maritza e Ana Carolina foi resultado de três horas de discussões entre a mulher e Erick.

Minutos antes do assassinato, a escrivã fez as malas para ir embora da residência.

“A Maritza, quando estava chegando na porta, ouviu os barulhos da discussão entre Erick e Ana, e retornou. Ela foi de encontro com a filha e naquele momento as imagens ficam num ponto cego, mas é possível ouvir os disparos e as duas caindo abraçadas em questão de dois a três segundos”, conta.

Ainda segundo o relato da delegada, Erik já havia desferido um chute e tapas contra a adolescente. Ela saiu em defesa da mãe e se pendurou nas costas do padrasto, tentando evitar mais uma briga.

Além disso, a polícia constatou que o casal estava em processo de separação há cerca de um ano.

“No dia do crime, Maritza enviou uma mensagem de texto para uma advogada de família, decidida a se divorciar, pois a situação estaria insustentável”, completou Cecconello.

Por fim, a polícia ainda aguarda os resultados das análises dos celulares do casal para juntar mais elementos sobre o assassinato.

“Ao longo da discussão, Erick pega o telefone e conversa com alguém e a vítima Martiza fica gravando”, finaliza a delegada.

DELEGADO CONVERSAVA COM A MÃE, DIZ DEFESA

A defesa do delegado Erik Busetti disse no dia do crime que o policial civil conversava com a mãe no telefone antes de cometer os assassinatos. Além disso, a defesa alega um quadro profundo de depressão, que se instaurou ainda antes do duplo homicídio.

O advogado atribui a condição ao estresse do trabalho policial e não descarta a possibilidade de que o quadro clínico tenha contribuído para a ação que terminou com a morte da esposa e da enteada. Segundo a defesa, o delegado estava com a mãe, no telefone, minutos antes de fazer os disparos.

DELEGADO ERIK BUSETTI MATA MULHER E ENTEADA 

O caso aconteceu por volta das 23h30, do dia 5 de março de 2020, em um condomínio no bairro Atuba, em Curitiba. Maritza Guimarães de Souza, de 41 anos, e sua filha, Ana Carolina de Souza, de 16 anos, morreram antes da chegada do Corpo de Bombeiros. Após os disparos, o delegado pegou a filha do casal, de nove anos, e levou até uma vizinha. Em seguida, pediu para a conhecida ligar para à Polícia Militar.

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