Tiros contra caravana de Lula foram ataque planejado, diz delegado

O delegado Helder Laudia, que investiga o ataque à caravana do ex-presidente Lula, pediu mais 30 dias ao Ministério Públ..

Jordana Martinez - 02 de maio de 2018, 17:44

QUEDAS DO IGUAÇU,PR,28.03.2018:ATENTADO-ÔNIBUS-CARAVANA-LULA-PELO-BRASIL - Polícia Civil faz perícia nos ônibus da Caravana Lula pelo Brasil - Região Sul alvejados por projeteis, nesta terça-feira (27), na rodovia entre os municípios de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná. (Foto: Joka Madruga/Futura Press/Folhapress)
QUEDAS DO IGUAÇU,PR,28.03.2018:ATENTADO-ÔNIBUS-CARAVANA-LULA-PELO-BRASIL - Polícia Civil faz perícia nos ônibus da Caravana Lula pelo Brasil - Região Sul alvejados por projeteis, nesta terça-feira (27), na rodovia entre os municípios de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná. (Foto: Joka Madruga/Futura Press/Folhapress)

O delegado Helder Laudia, que investiga o ataque à caravana do ex-presidente Lula, pediu mais 30 dias ao Ministério Público para concluir o inquérito. O delegado afirma que o atirador tinha a intenção de acertar o ônibus que levava integrantes e apoiadores do Partido dos Trabalhadores.

O ataque à caravana aconteceu no último dia 27 de março, entre as cidades de Quedas do Iguaçu, no Oeste, e Laranjeiras do Sul, na Região Central do Paraná.

Para o delegado Helder Laudia, a perícia permite descartar a hipótese de que a pessoa que atirou contra o ônibus tenha disparado um tiro acidental.

"Ela (a pessoa que atirou) olhou, ela mirou ali, mas também ela, pelo que os peritos levantaram, usou um calibre muito fraco. Uma garrucha 32 é difícil de transfixar uma lataria, não é um calibre forte. Foi dado (o tiro) no ônibus e a pessoa tinha a intenção de atirar", afirmou

O crime é investigado como disparo com arma de fogo com dano provocado. Até agora, o delegado já ouviu 30 testemunhas, entre passageiros do ônibus, policiais, moradores e integrantes da caravana. Foi por meio do depoimento delas que foi possível identificar o local em que o ataque aconteceu. A polícia ainda trabalha para ouvir outras pessoas.

O delegado reforça que a maior dificuldade da investigação é a falta de denúncias que possam levar à identificação do atirador.

"Cerca de 30 pessoas (ouvidas) e ninguém afirmou que viu nada e, nesse tempo todo, ninguém procurou a gente para falar 'nós vimos, fomos testemunhas oculares'. Isso é o que mais dificulta, nem informação anônima, nada", disse.

A perícia feita pela Polícia Científica nos ônibus apontou que apenas um dos três veículos da caravana foi atingido por dois disparos de calibre .32.

O perito criminalista que assinou o documento, Inajar Kurowski, informou que os tiros acertaram a lataria e o vidro do ônibus. Ainda de acordo com a perícia, o ônibus teve dois pneus furados por miguelitos, que são pregos retorcidos usados por criminosos para furar pneus de carros.

A perícia apontou que o atirador tem uma altura aproximada de 1,70m e estava de altura de quase 5 metros no momento dos disparos. O documento apontou que o atirador estava à uma distância média de 20 metros.