Dengue: Paraná confirma primeira epidemia do novo ciclo da doença

Redação

Dengue Mortes Aedes aegypti Paraná Ciclo Epidemiológico 2018 2019 Foto Marcos Santos Divulgação USP Imagens

O município de Inajá, na região noroeste, é o primeiro do Paraná a confirmar epidemia de dengue desde 28 de julho, quando teve início do novo ciclo da doença. Outras oito cidades estão em estado de alerta. Os dados atualizados foram divulgados nesta quarta-feira (24) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

Os municípios em alerta para a dengue são: Uraí, Santa Izabel do Ivaí, Florestópolis, Jesuítas, São Carlos do Ivaí, Floraí, Indianópolis, e Flórida.

Além disso, os dados atualizados apontam para dois casos confirmados de febre chikungunya, em Araucária e Maringá. No entanto, são dois registros importados de estados da região nordeste do Brasil.

Em uma semana, os casos confirmados de dengue avançaram 28%. Segundo o boletim divulgado nesta quarta-feira, o Paraná tem 454 registros da doença, contra os 354 da semana anterior.

São mais de 4 mil notificações em 22 regiões de saúde. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, os dados são referentes ao período entre 28 de julho e 23 de setembro.

Combate à dengue

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Divulgação/Sesa

O levantamento das autoridades de vigilância sanitária alerta que 77,5% dos criadouros estão em imóveis residenciais e comerciais. São considerados potenciais criadouro do mosquito Aedes aegypti todos os recipientes e objetos que possam acumular água parada, como por exemplo pneus e garrafas plásticas.

O mosquito é o responsável pela transmissão da dengue e de outras doenças, como zika e febre chikungunya.

“A primavera indica dias quentes e chuvosos. Esse é um clima propício para o aumento do número de criadouros e, consequentemente, de pessoas contaminadas”, destacou a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

O secretário estadual da saúde faz um alerta à população para evitar novos municípios em epidemia. Ele reforça que o combate à doença deve ser uma missão diária, destruindo focos de proliferação do mosquito Aedes aegypyti.

“Precisamos deixar os quintais e terrenos livres de recipientes que acumulam água e lixo”, reforçou o secretário Beto Preto.

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