Casos de dengue crescem 25% em uma semana e Paraná registra 35 mil infecções

Redação

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Nos últimos sete dias foram confirmados 9.161 novos casos de dengue no Paraná, registrando um crescimento de 25,5% nas confirmações em comparação ao levantamento anterior. Ao todo, são 35.853 ocorrências da doença em solo paranaense, segundo dados do boletim epidemiológico da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

A doença já está presente em 271 municípios, sendo que 329 cidades apresentaram notificações de ocorrência. Além disso, mais 15 municípios entraram na lista de epidemia de dengue nessa última semana, totalizando 93 cidades.

Entraram na lista os municípios de Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Umuarama, Iracema do Oeste, Brasilândia do Sul, Ivaté, Jussara, Tapejara, Ivatuba, Nova Esperança, Sarandi, São Pedro do Ivaí, Guaraci e Leópolis.

Na liderança de casos de dengue no estado aparecem Paranavaí (3878 ocorrências), Londrina (2288 ocorrências), Maringá (1628 ocorrências) e Foz do Iguaçu (1545 ocorrências).

Já analisando a incidência de casos, Santa Isabel do Ivaí e Quinta do Sol ocupam a liderança do ranking. Enquanto Santa Isabel do Ivaí registra 1283 casos de dengue em uma população de 8700 pessoas, Quinta do Sul apresenta 664 ocorrências em 5 mil habitantes.

Desde o início do ciclo em 28 de julho de 2019, 23 pessoas morreram de dengue no Paraná. Mas nessa última semana, nenhum óbito pela doença foi registrado.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO CONTRA A DENGUE

Os principais cuidados para evitar os focos de proliferação do mosquito Aedes Aegypti são evitar água acumulada em superfícies. Dessa forma, tampar caixas d’água, limpar calhas, manter garrafas com a boca para baixo, não deixar água nos vasos de plantas são métodos eficazes para o controle da doença.

Os principais sintomas da dengue são febre alta e de forma súbita, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas, tontura e extremo cansaço. Se a doença não foi tratada, pode evoluir rapidamente para dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, palidez, sangramentos pelo nariz, boca e gengivas.

“Estamos no momento considerado de maior circulação viral da dengue, com o registro de muita chuva, mas com a permanência do calor e de dias abafados, situação propícia para a proliferação do mosquito transmissor da doença, que se reproduz facilmente em qualquer lugar que acumule água parada. 90% dos criadouros estão nas residências, em ambientes externos e internos”, afirmou o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

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