Dengue: Curitiba registra aumento no número de focos

Nos primeiros 30 dias do ano, os Agentes de Combates às Endemias identificaram 90 focos positivos de Aedes, número três vezes maior em relação à janeiro de 2021

Redação - 03 de fevereiro de 2022, 16:53

Foto: Cesar Brustolin/SMCS
Foto: Cesar Brustolin/SMCS

O número de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika e Chikungunya, registrados em janeiro em Curitiba triplicou, no comparativo com o primeiro mês do ano de 2021. O alerta é da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Nos primeiros 30 dias do ano, os Agentes de Combates às Endemias identificaram 90 focos positivos de Aedes, número três vezes maior com relação ao ano anterior quando foram identificados 26 focos ao longo do mês.

A coordenadora do Programa Municipal de Controle do Aedes da SMS, Tatiana Faraco, explica que embora seja identificada a presença do mosquito, isso não significa que eles estejam contaminados, mas mesmo assim a situação preocupa.

Segundo Tatiane, a preocupação é o mosquito entrar em contato com uma pessoa que veio com a doença de outra cidade, se isso acontece o mosquito passa a carregar o vírus e pode transmitir para outros moradores da região.

“Todo o nosso esforço nas ações de orientação, bloqueio das áreas de identificação dos focos e mutirões de limpeza é para evitar que isso aconteça, mas precisamos do apoio da população na manutenção do cuidado com seus espaços”, orienta Tatiana.

Cuidados redobrados no verão

As condições climáticas do verão com temperaturas mais quentes e dias chuvosos criam o ambiente apropriado para proliferação do vetor, e por isso, os cuidados têm que ser redobrados.

Desde dezembro, a prefeitura intensificou as ações de fiscalizações nas casas, varreduras e mutirões nas áreas de maior risco. Entre dezembro e janeiro mais de 3 mil imóveis foram fiscalizados em todas as regionais.

Mas a coordenadora reforça que o controle do mosquito só é possível em uma ação conjunta com a população.

“O mosquito se desenvolve muito rápido e para evitar a propagação é preciso que os moradores façam vistoria semanal de seus ambientes, principalmente após as chuvas”, afirma Tatiana.

O mutirão Curitiba sem Mosquito é uma ação das secretarias municipais da Saúde e do Meio Ambiente para evitar criadouros do mosquito. Só esse ano já foram coletadas 121 toneladas de entulhos.

A próxima etapa vai ser na regional Boqueirão na área da unidade Saúde Eucaliptos entre os dias 14 e 22 de fevereiro.

Entre os dias 14 e 18 de fevereiro, os moradores receberão visitas dos agentes de endemias da SMS orientando que tipos de materiais podem ser descartados – tudo o que, ao relento, pode acumular água e ser usado como criadouro pelo Aedes aegypti.

Na segunda (21/2) e terça-feira (22/2), os caminhões do departamento de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente passam pela região para recolher os entulhos.