Dengue: Paraná bate recorde histórico de casos confirmados e chega a 49 mortes

Vinicius Cordeiro

Dengue: 243 cidades ainda estão em estado de epidemia no Paraná

O Paraná chegou a 49 mortes por dengue e está com 65.524 casos confirmados da doença, segundo o boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado hoje (17). O número é o maior recorde da história do estado, superando as 56.300 confirmações de casos no período epidemiológico entre 2015 e 2016.

No período epidemiológico (classificado entre agosto e julho) de cinco anos atrás, foram registradas 60 mortes, 11 a mais que o número atual. Ou seja, o número de mortes daquele ano pode ser superado ainda neste mês já que o boletim de hoje mostra um aumento de 12 mortes em relação à semana passada.

O levantamento da Sesa aponta um aumento de 24,45% (12.872 casos) em relação à última semana, quando o governo confirmou 52.652 casos.

Além disso, o balanço mostra que o estado conta com 157.472 notificações de dengue registradas em 357 municípios.

Ao todo, 147 cidades estão em situação de epidemia enquanto 41 já estão em alerta total no combate à doença causada pelo mosquito Aedes aegypti.

NOROESTE SOFRE MAIS COM A DENGUE

Mapa comprova a situação da dengue no Paraná. (Reprodução/Sesa)

A regional de Londrina, no norte do Paraná, é a que mais apresenta notificações de dengue: 33.370. Entretanto, apenas um óbito foi registrado na cidade que mais enfrenta a doença. A prefeitura já instituiu multa, de R$ 50 a R$ 300, para moradores que tiverem focos do mosquito.

Maringá, também no norte, tem 26.742 registros e se destaca por ter sofrido 16 mortes, liderando o ranking de óbitos. Fechando o pódio, a regional de Paranavaí, no noroeste, soma 19.663 notificações e 10 mortes.

De acordo com o secretário da Saúde, Beto Preto, 90% dos focos estão nos domicílios e o governo ressalta que precisa de ajuda da população para a redução da infestação.

“Nosso principal apelo é para que a população participe desta luta e que a limpeza dos quintais e eliminação dos criadouros do mosquito faça parte da rotina de cada cidadão”, finaliza.

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