Três pessoas são denunciadas por duplo homicídio em posto de combustível de Curitiba

Três pessoas foram denunciadas pelo MPPR (Ministério Público do Paraná), neste domingo (28), pelo duplo homicídio em um ..

Mirian Villa - 29 de junho de 2020, 10:41

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Três pessoas foram denunciadas pelo MPPR (Ministério Público do Paraná), neste domingo (28), pelo duplo homicídio em um posto de combustível de Curitiba.

O crime aconteceu no dia 11 de junho, feriado de Corpus Christi, no bairro Batel. O advogado Igor Kalluf, de 40 anos, e Henrique Mendes Neto, de 38 anos, foram assassinados em uma loja de conveniência.

Empresário -mandante do crime- e os dois irmãos -atiradores- foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, dissimulação e perigo comum.

MPPR SE MANIFESTOU A FAVOR DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA DE ENVOLVIDOS

De acordo com a denúncia, o empresário Bruno Ramos Caetano seria o mandante da execução das vítimas, já que teria combinado o encontro com o advogado e levou os atiradores até o local. Para o MPPR, já estaria acertado o que deveria acontecer.

O empresário marcou o encontro em um local público, por isso, a denúncia entendeu que o empresário sabia dos riscos de um disparo atingir os demais clientes e funcionários. Além disso, após o crime, Caetano deu fuga aos atiradores.

A denúncia, que foi assinada pela promotora Roberta Franco Massa, foi assinada neste domingo (28) e se manifestou a favor da manutenção da prisão preventiva dos três denunciados.

Os denunciados pelo duplo homicídio no posto de combustível são:

  • Bruno Ramos Caetano: seria o mandante;
  • Ilson Bueno de Souza Junior: seria um dos atiradores;
  • Andre Bueno Souza: seria um dos atiradores;

Um terceiro participante do crime, ainda não foi identificado pela polícia.

ACERTO DE CONTAS TERIA MOTIVADO ASSASSINATO

Kalluf foi vítima de um acerto de contas já que, segundo a polícia, eles estaria negociando o recebimento de um pagamento de pedras preciosas para um cliente que representava. Já Neto foi morto apenas por estar no local.

“O Henrique morreu porque estava junto da vítima do advogado. Ele foi chamado para lhe acompanhar e não foi esclarecido muito bem essa situação. Mas o Igor também não acreditou que estaria em perigo”, explicou a delegada responsável pelo caso, Tathiana Guzella.

Segundo a Polícia Civil, o mandante estava com uma dívida de cerca R$ 480 mil envolvendo pedras preciosas e Igor Kalluf foi o advogado contratado para a cobrança desse valor.

Veja abaixo o vídeo do momento do crime!