Depen afasta servidores após entrada clandestina de menor na Colônia Penal Agrícola

Andreza Rossini


Repórter Fábio Buchmann da CBN Curitiba

Um caso que aconteceu neste final de semana reascendeu a discussão sobre a suposta falta de segurança dentro dos presídios.

Uma adolescente de 17 anos, que mora em Mandirituba, na Grande Curitiba, conseguiu entrar na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na madrugada de sábado para domingo.

Ela passou o tempo em que esteve no local consumindo bebidas alcoólicas no setor de lavanderia do complexo. Segundo relato da garota, ela esteve com pessoas que não conseguiu identificar, mas segundo os próprios agentes carcerários, ela ficou neste período junto com um dos detentos.

Ela foi descoberta, quando se preparava para ir embora, na tarde do dia seguinte, no final do horário de visitas na Colônia Penal Agrícola de Piraquara.

O fato provocou reação por parte do Depen, que determinou o afastamento de um dos responsáveis pela área de segurança além de outros dois inspetores que estavam de plantão até que os fatos sejam esclarecidos.

Segundo o diretor geral do Depen no PR, Luis Alberto Cartaxo, o fato é inaceitável. Será aberto um procedimento administrativo, além de um inquérito policial. O preso que a adolescente teria visitado de madrugada está isolado

“Falhas de seguranças existem, mas até que ponto ela é aceitável deve ser determinado pelas corregedorias e controle interno do Depen. Isso, desde já, são tomadas providências. O preso já está isolado e será submetido ao conselho disciplinar”, afirmou.

Já o sindicato que representa a categoria, o Sindarspen, partiu em defesa dos servidores afastados. No site oficial da entidade foi publicada uma nota.

Segundo o texto, na Colônia Penal Agrícola existem cerca de 1000 presos em regime semiaberto, que ficam distribuídos entre os alojamentos, a olaria e o parque industrial numa área cercada por mato. Neste ponto da Colônia não há iluminação e nem cerca de segurança.

De acordo com o sindicato, para dar conta de toda a massa carcerária em todas essas áreas e nessas condições de trabalho, existem apenas 15 agentes por plantão noturno, já excluindo os casos de férias e licenças.

A nota diz ainda que a situação de abandono é tanta que há dois meses os agentes do colônia estão sem sistema para checar se as carteiras de visitantes são verdadeiras ou estão válidas.

O Diretor do Depen comentou o conteúdo da nota. Segundo Luis Alberto Cartaxo, todas as instituições ligadas à segurança pública estão trabalhando no limite, mas é possível otimizar a gestão. Ele lembra que o governo não tem como contratar novos agentes neste momento.

“Pergunto ao Sindicato se existe alguma unidade da Polícia Civil ou Militar que não está trabalhando no limite? Isso não é desculpa para dizer que falta ação do Estado, o que pode resolver é estabelecer critérios de gestão dentro do sistema penitenciário”, afirmou.

Segundo o próprio diretor do Depen, não foi a primeira vez que esta adolescente de 17 anos permaneceu clandestinamente na Colônia Penal Agrícola de Piraquara.

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