A chuva ácida vem aí: saiba quais os riscos

Jordana Martinez


 Redação com BandNewsCuritiba

O alerta de chuva ácida deixou muita gente preocupada. No imaginário coletivo vem à tona as imagens de desenhos animados em que a chuva derrete a pele e corrói a lataria dos carros.  Mas, afinal, quais são os riscos da chamada chuva ácida?

Depois de 40 dias de seca, os poluentes suspensos no ar acabam concentrados nas primeiras pancadas e a água sofre uma alteração no PH, ou seja, no potencial hidrogeniônico, que indica a acidez, a neutralidade ou a alcalinidade de um líquido.

O fenômeno é corriqueiro em regiões mais industrializadas, como São Paulo, por exemplo, onde o volume de resíduos na atmosfera por causa das fábricas é maior. Em entrevista à Band News Curitiba, a tenente Cassandra Coninck Costa, da Defesa Civil estadual, explicou o fenômeno e tranquilizou a população.

“O pessoal tem ligado aqui para a Defesa Civil preocupados, achando que vai haver corrosão na pele, que vão ter que se esconder, que vai acabar prejudicando a lataria dos veículos… Pessoal, não é um ácido corrosivo, é apenas a denominação que eles utilizam. Os casos mais graves que acontecem é na China, que é um país muito mais industrializado. Tem pessoas que dizem que tomaram chuva e ficaram com a pele irritada. Isso é o máximo que pode acontecer aqui no Brasil”, explicou.

No Paraná, a poluição no ar decorre principalmente dos veículos, das queimadas e das chaminés das indústrias e essas substâncias ficam presas na atmosfera. A chuva é importante porque promove uma espécie de limpeza e, com tanta sujeira, a água fica mais ácida, mas o nome é muito mais alarmante do que o fenômeno em si.

“No momento que ocorre a chuva depois de um período de estiagem pode ser que esses componentes se combinem com o oxigênio da água e torne o Ph da água, tornando ele um pouco mais ácido. O Ph da chuva normalmente gira em torno de 5,6. O Ph, de chuva ácida vai estar abaixo de cinco, mas o valor nós só temos como afirmar depois da chuva e pelos órgãos competentes”, disse.

Mesmo no caso de São Paulo, o máximo que esse tipo de chuva poderia provocar seria um leve desgaste na pintura dos carros, que ficariam com um pouco menos de brilho. A tenente garante que ninguém vai sofrer ferimentos e que os objetos expostos às instabilidades não vão derreter.

“Pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o IMP, a gente observa que o índice de poluição aqui no Paraná está moderado. Uma analogia bem simples; o Ph de um refrigerante ele gira em torno de 2,5… a chuva ela vai estar menos ácida do que um refrigerante que é consumidor por nós”, tranquilizou.

Vale lembrar que a chuva só representaria algum tipo de ameaça aos seres vivos se o período de seca fosse muito maior e se o Paraná estivesse sob uma concentração gigantesca de gases poluentes como gás carbônico e óxidos de enxofre e nitrogênio, o que não é o caso. E ainda assim, apenas se uma pessoa, por exemplo, com a pele mais sensível ou mais ressecada, ficasse exposta às pancadas por um longo intervalo de tempo.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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