Depois de fuga de miss e PM, empresário sequestrado diz ter medo de voltar ao BR

BandNews FM Curitiba

O empresário que foi vítima de um sequestro no fim de agosto do ano passado está com medo de voltar ao Brasil depois da notícia de que os suspeitos de envolvimento no crime passaram a ser considerados fugitivos. A ex-miss Pinhais Karina Reis, suspeita de ser a mentora do sequestro, conseguiu romper a tornozeleira eletrônica que usava desde outubro e não tem paradeiro conhecido das autoridades desde o último fim de semana. A recaptura dela já foi determinada pela Justiça, que também pediu ao Ministério Público que se manifeste sobre o assunto. Até agora, o MP não emitiu nenhum posicionamento.

A jovem foi presa em flagrante por planejar o crime, mas passou a ser monitorada pelo dispositivo com algumas restrições depois de obter um habeas corpus junto à 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No último sábado (2), ela tirou o equipamento, que ficou sem carga no dia seguinte, e sumiu pouco antes de o namorado, o policial militar Janerson Gregório da Silva, escapar do Batalhão de Polícia de Guarda, em Piraquara, ainda na Grande Curitiba. Ele também tinha sido preso em flagrante, confessou participação no sequestro e fugiu na madrugada de segunda-feira, 4 de junho.

O advogado Marlus Dalledone, que representa o empresário, conta que, ao saber da fuga do casal, o empresário, que estava fora do país, cancelou o retorno ao Brasil porque está com medo.

“Essa postura, principalmente da Karina, confirma o que foi posto na denúncia de que ela teve uma participação ativa nesse sequestro. Ela participou não só da programação e como mentora intelectual desse sequestro, mas também cuidando do cativeiro”, disse.


A BandNews tentou, mas não conseguiu contato com o advogado Adriano Minor Uema, que representa o casal atualmente. No início do processo, o defensor era Guilherme Menezes dos Santos, que não atendeu às ligações da reportagem.

Por meio da assessoria de imprensa, a PM afirma que faz buscas para tentar localizar o soldado e investiga a possibilidade de facilitação da saída dele da unidade prisional. O rapaz estava lá por ainda ser um agente de segurança – em casos assim, a pessoa presa não fica em delegacias e nem é levada para o sistema prisional comum.

O crime foi registrado em 29 de agosto do ano passado. Um empresário do ramo publicitário que já havia sido patrão de Karina foi atraído para uma suposta reunião com clientes e rendido em São José dos Pinhais. Ele ainda estava dentro do carro quando tudo aconteceu e foi levado para a casa onde Gregório morava com a mãe, no bairro Jardim Botânico, em Curitiba.

A mulher, Sueli de Fátima Gregório da Silva, chegou a ser detida na época, mas hoje responde ao processo em liberdade. O processo agora está na fase final.

“O empresário já estava com muito medo dessa situação e, agora, esse medo se intensifica ainda mais. Ele está em uma viagem pelo exterior e, inclusive, cancelou seu retorno tamanho o temor que ele tem que o seu algoz, que o manteve no porta-malas em situação de terror, amordaçado, por várias horas, fique livre novamente”, contou.

Quando o empresário foi encontrado por policiais do Tigre, o grupo da Polícia Civil especializado em sequestros, ele estava amordaçado, amarrado e vendado no porta-malas de um carro. O veículo estava na garagem da residência. As equipes chegaram ao local com a ajuda do rastreador instalado no automóvel da vítima, que permitiu a localização do soldado que, por sua vez, contou onde o empresário estava. Mas não antes de os sequestradores exigirem R$ 200 mil de resgate. O dinheiro não chegou a ser pago.

À polícia, Janerson disse que precisava de dinheiro, mas eximiu a mãe e a namorada de qualquer envolvimento no caso. Vinícius Camilo da Silva, que era vizinho do policial e ajudou a render a vítima, é agora o único que continua atrás das grades.

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