Movimentos sociais questionam manutenção de Direitos Políticos

Jordana Martinez


Foguetório e uma enxurrada de postagens nas redes sociais marcaram o início da tarde desta quarta-feira (31) em Curitiba, logo depois da aprovação do impeachment da presidente Dilma Roussef no Senado Federal. São milhares de manifestações a favor e contra a decisão dos senadores.

O MBL, Movimento Brasil Livre, questiona a manutenção dos direitos políticos e promete ingressar com recurso no STF.

“O impeachment e a perda de direitos políticos por oito anos são questões indissociáveis. É o que consta no artigo 52 da Constituição Federal”, diz o texto publicado no Facebook.

Capturar

Em dezembro de 1993, o  STF julgou um mandado de segurança de Fernando Collor e decidiu que é inseparável a condenação da perda de mandato da inabilitação para exercício de função pública.

 

10 Medidas

A página “República de Curitiba” no Facebook, exibe a imagem do outdoor “Tchau querida” que ficou famoso, agora alterado para “Adeus querida”. Para os coordenadores do movimento,  o trabalho segue agora com o apoio à Lava Jato e o acompanhamento do projeto de iniciativa popular “10 Medidas Contra a Corrupção”, que tramita no Congresso Nacional.
“Comemoramos a condenação de uma presidente com conduta criminosa. Lamentamos a quebra da Constituição Federal, que abre precedentes perigosos. O foco agora é no apoio às investigações da Lava Jato, às 10 medidas e ao fim do foro privilegiado”, diz o texto.
Os movimentos Curitiba Contra a Corrupção, Patriotas Paraná e Vem Pra Rua marcam manifestações em comemoração ao impeachment. Já o movimento CWB Contra Temer, marcam um protesto contra o impeachment.
Alterações no projeto
Representantes de movimentos sociais alertam que alguns parlamentares da comissão especial que analisa o projeto das “Dez Medidas Contra a Corrupção” estariam articulando mudanças em pelo menos quatro pontos centrais do pacote: a criminalização do caixa dois, o aumento da pena para corrupção, a possibilidade de que provas ilícitas sejam consideradas válidas se forem colhidas de boa-fé e a hipótese de prisão preventiva para a recuperação de recursos desviados.

O projeto chegou à Câmara com o apoio de 2 milhões de assinaturas coletadas por representantes da força-tarefa da Lava Jato.

 

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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