Desaparecimento de Andriely completa um mês sem pistas do paradeiro da jovem

Andreza Rossini e Francielly Azevedo - CBN Curitiba


O desaparecimento da estudante de direito Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos, completa um mês neste sábado (9). Ainda não há pistas sobre o paradeiro da jovem. A mãe dela, Cleusa Gonçalves, disse em entrevista à rádio CBN Curitiba que espera por uma resposta, que ainda não chegou.

“Estou cada dia mais angustiada, porque não tem resposta, os dias vão se passando e a cada dia que passa a dor e a saudade aumenta mais. Tudo que eu quero nessa vida é a resposta de onde está a minha filha”, afirmou.

Na semana passada, dona Cleusa fez um exame de DNA para analisar a mancha de sangue encontrada no banco do carro do ex-marido de Andriely, o policial militar Diogo Coelho Costa, que é o principal suspeito do desaparecimento.

“Saindo esse resultado o delegado disse que vai trabalhar mais a fundo no caso. É tudo que eu quero, que o resultado saia logo para que a gente possa resolver essa situação. É muito sofrido pra eu ficar esperando uma resposta todos os dias”.

A defesa de Diogo alega que a jovem está viva e teria ido para São Paulo atrás de um rapaz com quem se relacionava. A mãe de Andriely não acredita nessa versão e diz que tem esperanças de encontrar a filha. “Enquanto tiver 1% de chance eu tenho esperanças, se Deus quiser eu vou encontrar minha filha, viva ou morta, eu quero encontrá-la”, disse.

Diogo está preso desde o dia 19 de maio. A prisão temporária dele vence no próximo dia 19 de junho. A partir das investigações, a Polícia Civil pode pedir à Justiça a prorrogação do prazo ou a conversão para prisão preventiva. Dona Cleusa tem certeza do envolvimento do policial militar e faz um apelo.

“Também faço uma pelo. Se o Diogo me ouvir, eu imploro a ele para Deus toque no coração dele e ele diga onde está minha filha para que acabe essa agonia. Só ele sabe”.

A delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, é responsável por investigar o caso. Procurada pela reportagem da Rádio CBN Curitiba, a Direção da Polícia Científica do Paraná informou que o caso de Andriely Gonçalves está passando por análise pericial, ainda sem data para conclusão dos laudos.

O caso 

A jovem de 22 anos desapareceu no dia 9 de maio. O último contato com conhecidos aconteceu naquela madrugada, quando teria conversando com um amigo em uma chamada de vídeo pelo celular, no momento em que chegava no apartamento onde mora, no bairro Guaraituba, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo o delegado responsável pelo caso, testemunhas prestaram depoimento afirmando que ela se comunicou de forma estranha em redes sociais. “Escreveu com erros de gramática, de forma diferente da de costume. A suspeita é de que ele tenha mandado as mensagens para justificar a ausência dela”.

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O suspeito foi casado com Andriely  por quatro anos e estavam em processo de separação. “Acreditamos que o crime tenha ocorrido por causa disso. O suspeito resolveu permanecer calado e talvez fale se tiver orientação do advogado”.

A suspeita da polícia é que o PM tenha premeditado o crime.

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