Trio é indiciado por extorsão contra Diego Alemão após acidente em Curitiba

Redação

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Três homens foram indiciados por extorsão contra Diego Alemão após o campeão do BBB (Big Brother Brasil) 7 ser preso por um acidente de trânsito no mês de abril, em Curitiba. Segundo a Polícia Civil do Paraná, eles exigiram R$ 50 mil para não revelar imagens comprometedoras de Alemão no episódio. A decisão foi incluída no sistema da Justiça nesta sexta-feira (10).

O trio é formado por dois advogados, Maurício Tesserolli e Walter Fontes, e um morador da rua onde aconteceu o acidente causado pelo ex-BBB, Daniel Alves. Além de extorsão, eles também foram indicados pelos crimes de associação criminosa e fraude processual, já que tentaram vender um testemunho sobre a prisão de Alemão. Os integrantes do trio podem ser condenados a 15 anos de prisão, mas respondem em liberdade.

O grupo chegou a ser detido durante um encontro com Alemão e seu advogado, onde receberam uma primeira parcela do pagamento. Os policiais foram a um estacionamento de uma confeitaria no bairro Cabral e ainda recuperaram R$ 7 mil pagos ao grupo em uma primeira parcela da extorsão.

“A testemunha acabou vendo uma possibilidade de obter uma vantagem justamente por ser uma pessoa famosa e que deve ter posses relevantes, então acabou tentando tirar esse valor considerável”, avaliou o delegado Marcelo Magalhães ao Paraná Portal na época da prisão do trio.

A defesa de Daniel Alves e Maurício Tesseroli diz, em nota, que recebe o indiciamento com naturalidade.

ALEMÃO FOI INDICIADO POR EMBRIAGUEZ E LESÃO CORPORAL

Diego Alemão, empresário e campeão do BBB 7, foi preso em Curitiba no dia 18 de abril após um acidente de trânsito e acabou sendo indiciado no mês seguinte por embriaguez ao volante e lesão corporal.

Veja um vídeo, obtido pelo Paraná Portal, do momento que Alemão foi preso.

Conforme a PCPR (Polícia Civil do Paraná), Alemão bateu em um carro estacionado. O veículo era de um motorista de aplicativo, que ainda foi agredido pelo campeão do BBB. Além disso, os policiais relataram que o empresário estava bêbado, com andar cambaleante e fala enrolada, e proferiu palavrões contra os agentes.

Contudo, Alemão e sua defesa negam os crimes e sustentam que o episódio se trata de “acidente de trânsito e não infração penal”.

Após dormir na prisão por uma noite, Alemão conquistou liberdade provisória sob fiança de R$ 7 mil e teve que cumprir medidas cautelares.

A defesa do campeão do BBB 7 também detalhou que Alemão pagou R$ 7 mil ao motorista de aplicativo antes de ser preso. O objetivo do pagamento foi reparar os danos causados ao carro, mas o motorista passou a exigir mais dinheiro – o que foi negado por ele.

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