Diego Alemão faz B.O. por extorsão: nunca imaginei que passaria a noite na cadeia

O empresário Diego Gasques, mais conhecido como Diego Alemão, registrou um boletim de ocorrência (B.O.) por extorsão con..

Angelo Sfair - 20 de abril de 2020, 18:45

CURITIBA,PR,19.04.2020:DETENÇÃO-DE-DIEGO-ALEMÃO-ACIDENTE-DE-TRÂNSITO - Ex-BBB Diego Alemão liberado da delegacia de delitos de trânsito (DEDETRAN) de Curitiba/PR, neste domingo (19). Alemão havia sido detido por se envolver em um acidente de trânsito neste sábado (18). . (Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Folhapress)
CURITIBA,PR,19.04.2020:DETENÇÃO-DE-DIEGO-ALEMÃO-ACIDENTE-DE-TRÂNSITO - Ex-BBB Diego Alemão liberado da delegacia de delitos de trânsito (DEDETRAN) de Curitiba/PR, neste domingo (19). Alemão havia sido detido por se envolver em um acidente de trânsito neste sábado (18). . (Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Folhapress)

O empresário Diego Gasques, mais conhecido como Diego Alemão, registrou um boletim de ocorrência (B.O.) por extorsão contra o motorista de aplicativo envolvido no acidente de trânsito que levou o ex-BBB para a cadeia neste sábado (18), em Curitiba.

O vencedor do BBB 7 retornou à Dedetran (Delegacia de Delitos de Trânsito) nesta segunda-feira (20) para formalizar o B.O. Ele acusa o motorista de aplicativo de induzir os policiais ao erro após cobrar R$ 7 mil do empresário. O motorista nega.

"Nunca imaginei que passaria a noite da na cadeia", disse Diego Alemão, ao comentar a prisão em coletiva de imprensa.

O advogado que representa Diego Gasques sustenta que o motorista de aplicativo envolvido no acidente agiu de má-fé. Após o acidente, o empresário teria transferido R$ 4 mil ao motorista a título de reparação pelos danos materiais.

Na sequência, transferiu mais R$ 3 mil. A defesa de Diego Alemão afirma que a segunda transferência se deu sob ameaça de convocação da imprensa e constrangimento ilegal.

"Toda a discussão se deu em razão das incessantes exigências financeiras feitas pelo motorista. O fato, em si, tratou-se exclusivamente de um acidente de trânsito, sem vítimas, com danos patrimoniais leves", disse o advogado Jeffrey Chiquini ao Paraná Portal.

Em coletiva de imprensa, neste segunda-feira (20), Diego Alemão reafirmou que não havia ingerido bebidas alcoólicas. A defesa do vencedor do BBB 7 sustenta que os policiais forma induzidos ao erro.

"Os policiais foram induzidos a acreditar que Diego havia bebido, eles confundiram a exaltação com embriaguez. Isso pode acontecer", disse o advogado Jeffrey Chiquini.

MOTORISTA DE APLICATIVO RELATA SUA VERSÃO DA CONFUSÃO

Na versão do motorista, ele estava parado em uma rua do bairro Santa Quitéria, em Curitiba, onde aguardava ser chamado para corridas no aplicativo quando houve a batida.

carro-alemao-motorista-225x300 Carro do motorista de aplicativo após a colisão causada por Alemão.

Segundo o motorista de aplicativo, o ex-BBB tentou fugir com uma Pajero, mas não conseguiu e acabou estacionando o veículo. Ele desceu do carro e iniciou uma discussão, onde se identificou como ex-BBB e, para abafar o caso, ofereceu dinheiro.

“Então, agressões verbais e agressões físicas foram iniciadas. Uma testemunha, que filmou toda a confusão, também foi ameaçada pelo ex-BBB. Causou uma aglomeração, um fuzuê”, disse Facchi.

Antes da PMPR (Polícia Militar  do Paraná) chegar, Diego Alemão afirmou que não seria preso porque ele era famoso. “Ele ainda disse ‘vocês não sabem com quem estão mexendo’, visivelmente embriagado”, afirmou a defesa.

DEFESA DA VÍTIMA QUER QUE EX-BBB SEJA TESTADO PARA CORONAVÍRUS

Na manhã deste domingo, a defesa do motorista de aplicativo envolvido no acidente com Diego Alemão, se pronunciou.

Por meio de nota, Edson Facchi ressaltou a conduta irresponsável do ex-BBB de não respeitas as regras de isolamento e distanciamento social.

Já que no momento da confusão, Diego Alemão não usava máscara. Além disso ele agrediu o motorista de aplicativo no rosto. Facchi ainda destacou que o ex-BBB é residente de São Paulo e constantemente está viajando.

“É prudente que ele seja testado. Tanto por sua conduta displicente, que claramente dá indícios de não respeitar as normas e regras de convívio, quanto pelos locais por onde passou”, disse o advogado.