Dupla fatura R$ 300 mil com golpe do falso aluguel no litoral

Francielly Azevedo


Dois homens foram presos pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (22), suspeitos de aplicarem golpes do falso aluguel no litoral. A ação foi batizada de Operação Reserva Garantida e também cumpriu dos mandados de busca e apreensão em Curitiba e Paranaguá.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Miguel Stadler, os dois suspeitos simulavam a locação de casas para veraneio no litoral paranaense. Eles exigiam depósitos prévios de cerca de 40% do valor do aluguel para supostamente garantir a locação. Os imóveis na verdade sequer existiam ou não estavam disponíveis.

Conforme o delegado, apesar do formato dos crimes serem iguais, as duas pessoas presas atuavam individualmente. Juntos eles receberam cerca de R$ 300 mil.

“Muitas vezes ele se colocava como interessado em locação do imóvel e pedia ao proprietário que passasse as fotos e informações do imóvel. Com posse dessas imagens, ele se passava pelo proprietário afirmando que o imóvel estava disponível para locação”.

O delegado explica que o crime não despertava suspeita, porque os valores eram bem próximos dos praticados no mercado.

“Era um valor de mercado, pouco abaixo, não chegava a ser tão chamativo. As fotos que ele anunciava levava a crer que seria um bom negócio, imóveis bons, com cômodos grandes e muitos deles decorados”, disse.

Segundo as investigações, mesmo depois dos depósitos, que ocorriam durante todo o ano, os investigados mantinham as vítimas envolvidas no golpe até o momento em que elas, entrariam na casa. Algumas vítimas acabaram se deslocando mais de mil quilômetros, ainda que o lucro com a prática criminosa já tivesse sido recebido.

“Muitas vitimas ligavam dias antes de descer ao litoral para confirmar como seria pego a chave e ele dava trela a essa conversa. Ele aguardava a pessoa chegar no litoral, atendia a pessoa as vezes, deixava horas esperando no local marcado, sem a presença do suposto locador”.

Os investigados utilizavam nomes de várias pessoas, que não tinham qualquer relação com o crime, e ofertavam casas para veraneio na internet, principalmente no site da OLX.

Algumas pessoas conseguiram evitar o golpe pedindo mais informações e documentos aos golpistas.

“Vítimas conseguiram fazer com que ele desistisse de aplicar o golpe. Pessoas que começaram a exigir documentos outros demonstrando que ele era possuidor do imóvel, como cópia de matrícula do imóvel e documento dele”, contou.

Apesar das prisões, o delegado estima que mais vítimas apareçam, já que algumas supostas casas foram alugadas para o Carnaval.

“Muitas pessoas que foram vítimas ainda desconhecem a prática criminosa. Mais pessoas devem aparecer, ele já estava realizando as locações para o carnaval”, alertou.

A PCPR orienta que as vítimas de tais crimes procurem a Delegacia da Polícia Civil do Paraná em Matinhos, ou outra mais próxima, para denunciar a ocorrência de casos como estes.

Os dois investigados foram presos preventivamente e ficarão à disposição da Justiça.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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