Dono da joalheria que matou suposto assaltante em Curitiba está preso

Vinicius Cordeiro

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O dono da joalheria que matou um homem de 37 anos, suspeito de tentar assaltar a loja da Galeria Lustoza, no Centro de Curitiba, está preso por posse de arma ilegal e fraude processual. De acordo com a PCPR (Polícia Civil do Paraná), que realizou a investigação do caso, ele não tinha registro e pediu ao segurança da loja para esconder a arma após matar o suposto assaltante.

Ele e o vigia da loja foram autuados ontem (21), quando a ocorrência aconteceu. Contudo, o vigia já está em liberdade após pagar a fiança de R$ 1 mil por ter sido autuado pela fraude processual.

Agora, o comerciante aguarda a audiência de custódia, que deve ser realizada nesta sexta-feira (22), para voltar à liberdade. A tendência é que a Justiça analise o episódio e estipule uma fiança.

SUPOSTO ASSALTO NO CENTRO DE CURITIBA

O suspeito do assalto entrou na loja e exigiu que as vitrines fossem abertas para ver as joias do local. Entretanto, o segurança do local percebeu a atitude suspeita e solicitou para que o homem fosse embora.

“O suspeito resistiu e isso gerou uma luta corporal. O proprietário, que estava na parte de cima, viu o vigilante e o suspeito embolados pela câmera de segurança e desceu para intervir com a arma. Nesse momento, o suspeito tentou tirar a arma e nesse momento ocorreram os disparos”, conta o delegado Rodrigo Brown.

Apesar do cenário indicar que o comerciante agiu em legítima defesa, a PCPR descobriu, por meio de relatos dos policiais militares que atenderam a ocorrência, que a arma havia sido escondida.

“Verificamos as circunstâncias e descobrimos que a arma não tinha nenhum registro e que tinha sido escondida em um estacionamento nas proximidades. A PM teve o trabalho para descobrir onde a arma estava, o que caracterizou a fraude processual”, completa Brown.

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