Dono do Madero se diz triste por repercussão de vídeo e declara voto a Bolsonaro em 2022

Vinicius Cordeiro

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O empresário paranaense Júnior Durski, dono da rede de restaurantes Madero, se disse triste pela repercussão do vídeo onde declarou que o Brasil não pode parar pelo coronavírus, mesmo que a doença cause “5 ou 7 mil mortes”. Além disso, o sócio de Luciano Huck reforçou seu apoio e declarou seu voto a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 caso o atual presidente tente a reeleição.

“Estranhei com a repercussão porque toda a ideia é muito deturpada. As pessoas têm a interpretação que bem entendem. Triste”, declarou ao Paraná Portal nesta terça-feira (24).

Mais cedo, ele publicou um novo vídeo em seu Instagram, pedindo desculpas e reforçando que foi mal interpretado ao falar das mortes da Covid-19. Durski reforça a comparação que ninguém se atenta em outros dados de óbitos no país, citando que mais de 57 mil pessoas foram assassinadas e mais de 5 mil pessoas faleceram por desnutrição no Brasil em 2018.

“Isso ninguém fala nada. Não é possível que alguém pense que eu vá falar que não me importo que morram. Claro que me importa, cada uma pessoa importa. Sou totalmente favorável a fazer o máximo possível a fazer para minimizar o número de mortos, desde que o remédio não seja pior que a doença”, completou.

DONO DO MADERO REFORÇA APOIO A BOLSONARO

Junior Durski diz que votará em Jair Bolsonaro caso o atual presidente tente a reeleição. Vale lembrar que ele é sócio de Luciano Huck, apontado como um possível candidato às eleições presidenciais em 2022.

Além disso, o dono do Madero também rasgou elogios ao governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e ao prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM).

“Eu sempre declarei apoio ao Jair Bolsonaro, mas acho que todo mundo erra. Acho que o melhor governador do Brasil é o Ratinho. O Greca é um prefeito sensacional. Nossa cidade está linda, bem cuidada, não vi falar em corrupção. Votei neles e vou votar de novo, acho que são todos ótimos”, analisou.

Contudo, na visão de Durski, o problema é que cada governante adota medidas restritivas por si.

“A questão não é que um é contra o outro. Cada um toma uma atitude e aí vira uma loucura no Brasil inteiro. As decisões não estão centralizadas e esse que é o maior problema”.

MILHARES VÃO MORRER, DIZ DURSKI

Por fim, o dono do Madero ressalta que é contra o fechamento total do comércio no combate ao coronavírus. Na visão dele, o país pode chegar a ter 40 milhões de desempregados ao chegar no caos econômico.

“Vamos ter uma consequência de centenas de milhares que vão morrer nos próximos três anos por causa da grave econômica”, ressalta Durski.

Ele diz que é a favor do controle de pessoas para evitar aglomerações, como jogos de futebol, shoppings teatros e cinema. Contudo, expressou preocupação em relação a um possível lockdown.

“Não pode simplesmente fechar tudo, as empresas e o profissional liberal vão quebrar. 6% da população tem poupança, mas 94% não tem. Não podemos comparar o Brasil com Europa e Estados Unidos”, finaliza o empresário.

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