Assassino confesso de Daniel, Edison Brittes é transferido para Casa de Custódia de Curitiba

Redação

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Edison Luiz Brittes Junior, que confessou o assassinato do ex-jogador Daniel Corrêa Freitas, foi transferido da Casa de Custódia de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, para a a Casa de Custódia da capital. O novo espaço onde Edison Brittes vai ficar recebe presos que demandam uma segurança especial.

Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), a ação foi motivada por uma “questão de segurança”.

A reportagem apurou que a mudança se deve a um bilhete encontrado em São José dos Pinhais, onde um outro detento ofertou uma fuga para o réu. Entretanto, a mensagem teria sido interceptada antes mesmo de Edison ler a mensagem, já que ele estava acompanhado as audiências que investigam a morte do jogador Daniel no Fórum de São José dos Pinhais.

Em nota, a defesa de Brittes declarou que recebeu a informação do suposto bilhete com estranheza. Além disso, afirmou que está tomando conhecimento dos fatos relatados e irá se manifestar em momento oportuno.

Edison responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo.

O caso

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

Edison afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

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