Edison Brittes fica em silêncio sobre últimos momentos de Daniel em vida

Fernando Garcel

O empresário Edison Brittes, que confessou ter assassinado o jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, prestou depoimento à polícia na tarde de ontem. Por mais de seis horas, Brittes deu detalhes sobre a sua versão daquela noite mas ficou em silêncio ao ser questionado sobre o que aconteceu após ter colocado o atleta desorientado no porta-malas do carro, últimos momentos de Daniel em vida.

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De acordo com o depoimento, o suspeito encontrou Daniel sobre a sua esposa, Cristiana Brittes, em seu quarto, mas diferente do que disse anteriormente em entrevistas e vídeos divulgados para a imprensa não foi ele quem arrombou a porta. Ele teria tido acesso ao quarto pela janela e a porta danificada por outra pessoa.

No local, Brittes conta que segurou Daniel pelo pescoço e deu diversos socos e cotoveladas. Outras pessoas, entre eles Eduardo, David, Ygor e um dos irmãos gêmeos Purkote também agrediram a vítima. “As porradas foram dadas igual homem”, diz. Na sequência, ele teria arrastado Daniel para fora de casa onde as agressões continuaram.


Já na calçada, o atleta foi agredido com socos, chutes e tapas. Ele relata que Daniel estava “consciente e cambaleando”. Foi então que um dos outros agressões tirou a cueca da vítima. Segundo Brittes, a intenção era humilhar Daniel e até gravar um vídeo. No depoimento, ele também diz que durante todo o tempo a esposa, a filha, Allana Brittes, e outras mulheres pediam para que as agressões acabassem.

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Já nu, segundo o depoimento, Daniel foi colocado no porta-malas por Brittes. No carro estariam Deivid, Eduardo e Ygor. Ele também declarou que saiu do bairro e não foi ao local em que o corpo foi encontrado.

A partir desse momento, o suspeito preferiu manter-se em silêncio. Ele não respondeu perguntas sobre a localização do corpo, os cortes que foram feitos no pescoço, a mutilação do pênis da vítima, o instrumento utilizado para cometer o crime e sobre a reação e participação dos demais no crime.

Sobre a tentativa de coagir as testemunhas, em um encontro marcado em um shopping de São José dos Pinhais, Brittes diz que a intenção era “protegê-los” e que disse a eles que assumiria o que aconteceu e que “bateria no peito tudo, tirando os demais da pedrada”.

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