Educadoras acusadas de torturar crianças são consideradas foragidas

Andreza Rossini


As duas educadoras acusadas pelo Ministério Público (MP) de torturar crianças em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Rondon, no noroeste do Paraná, são consideradas foragidas da Justiça.

Elas são alvos de mandados de prisão preventiva – quando não há prazo final -, mas não foram encontradas pela polícia até a publicação desta reportagem. O processo corre em segredo de Justiça e, por isso, o motivo da prisão não foi divulgado.

Segundo o Ministério Público, as duas educadoras, que estavam em estágio no Centro Municipal de Educação Infantil Menino Deus, “submeteram diversas crianças [de dois e três anos de idade] a intenso sofrimento físico e psicológico como forma de aplicação de castigos, agredindo-as física e psicologicamente, com empurrões, puxões de cabelo e de orelha, apertões e outras condutas semelhantes”.

As agressões, que foram filmadas, aconteceram em outubro deste ano. A Secretaria de Educação recebeu denúncias de maus tratos e instalou os equipamentos.

A denúncia foi oferecida na sexta-feira (24), por meio da Promotoria de Justiça de Cidade Gaúcha.  A Prefeitura do município afastou as educadoras do cargo. Elas vão responder processo criminal. Duas novas educadoras foram contratadas para atender as crianças. A diretora da creche será alvo de inquérito policial para apurar a prática de tortura por omissão.

Foragidas

Segundo informações do 7º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento na cidade, a Polícia Militar tentou cumprir o mandado de prisão uma vez, mas as suspeitas não foram localizadas em suas residências. Elas são considerada foragidas. Outras diligências, com apoio da Polícia Civil, acontecem para localiza-las.

Acompanhamento

A Promotoria instaurou procedimento para fiscalizar e acompanhar a situação das crianças que foram vítimas e das famílias, para oferecer acompanhamento psicológico.

Pena

A pena prevista para o crime é de 2 a 8 anos de prisão, mas, considerando que as mulheres foram denunciadas por crimes praticados em três dias diferentes, elas poderão, caso condenadas, receber penas maiores.

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