Em vídeo, empresário que matou Daniel chama vítima de ‘monstro e canalha’

Fernando Garcel

A defesa de Edison Luiz Brittes Junior, de 38 anos, divulgou um vídeo, nesta quinta-feira (1º), em que narra a sua versão do que aconteceu na noite que terminou com a morte do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos. Ele confessou o crime e está preso.

No vídeo, Brittes diz que arrombou a porta do quarto após ouvir gritos de socorro de sua esposa. “Podia ser a sua filha, sua mãe, a sua esposa… Naquele momento era a Cris, a minha esposa. […] Se eu fiz o que fiz, quero que cada um pense o que você faria para manter a integridade moral da sua família?”, diz. “Eu evitei que a minha mulher fosse estuprada por esse monstro, canalha”, completa. Na sequência, o vídeo tem um corte.

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A filha de Brittes, Allana, também gravou um vídeo, no mesmo local, em que afirma que conhecia Daniel há menos de um ano, que ele não era convidado da festa em sua casa e que ele chegou ao local alterado. Na manhã em que o corpo do jogador foi encontrado, a jovem chegou a publicar uma imagem de luto com a foto de ambos em sua festa no ano passado.

Procurado pela Rádio CBN Curitiba, o advogado de Allana Brites, Renan Canto, diz que não teve acesso as redes sociais da cliente e que ela está “arrasada” e “condoída” com a situação.

Além do autor do crime, a filha e a esposa também estão presas. Os mandados de prisão são temporários. A Polícia Civil ainda procura por três pessoas que teriam participação na morte de Daniel.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata próxima à uma estrada rural, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Defesa da família de Daniel contesta

O advogado que representa a família de Daniel, Nilton Ribeiro, negou a afirmação dada por Edison de que ele teria presenciado o jogador tentando estuprar a esposa.

“Eu repudio, veementemente, essas alegações. Tenho certeza que essa investigação ainda está por ser concluída. Tem muito a que se fazer nessa investigação e tenho certeza que isso não aconteceu”, diz.

O Instituto de Criminalística fez uma perícia na casa de Brittes em busca de manchas de sangue e reproduz o que poderia ter acontecido na madrugada do dia 27 de outubro.

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Testemunha

Uma testemunha ouvida pela polícia diz que Daniel e mais seis pessoas estavam em uma boate em Curitiba, quando decidiram ir para uma casa continuar a noite. Em meio à festa na casa, a testemunha e outras pessoas ouviram gritos de socorro de uma voz feminina.

Ainda de acordo com a testemunha, as pessoas correram para o quarto de onde vinham os gritos e avistaram um homem em cima de Daniel batendo nele. Em seguida outras três pessoas entraram no quarto e deram continuidade as agressões contra o jogador, inclusive com uma faca, ao que o jogador pedia para não ser morto.

Os agressores antes de sair da casa levando Daniel, disseram às outras testemunhas para esquecerem o que tinha acontecido e que ninguém deveria falar nada. Após a noite dos fatos, os agressores passaram a ligar e enviar mensagens ameaçando a todos que estavam na casa naquela noite.

Com informações de William Bittar, da Rádio CBN Curitiba

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