Empresa que reutilizava materiais hospitalares é interditada em Curitiba

Redação

materiais hospitalares reutilizados - PCPR - empresário de Curitiba

Um empresário e uma funcionária foram presos em flagrante nesta terça-feira (3), pela PCPR (Polícia Civil do Paraná), em Curitiba, por reutilizarem materiais hospitalares em pacientes de UTI móvel e também com alunos de escolas da capital paranaense.

A ação da PCPR teve o trabalho conjunto com o CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Paraná) e a Vigilância Sanitária de Curitiba.

A empresa estava atuando com o setor de esterilização de seus materiais interditado desde o ano passado, dessa forma utilizando esses equipamentos sem a necessária higienização em seus pacientes.

“Nas ambulâncias existiam materiais que estavam com infecções e com o prazo vencido. Exemplo, um equipamento para fazer a ventilação em caso de parada cardíaca estava em condições irregulares, sendo que o correto é que ele estivesse devidamente esterilizado, o que conferimos que não tinha em nenhuma ambulância”, explicou a delegada Aline Manzatto.

Outro exemplo de irregularidade era o soro fisiológico utilizado nos atendimentos aos pacientes. Além de embalagens vencidas desde 2018, vários fracos tinham sido abertos e sem nenhuma identificação de quando haviam sido utilizados. Produtos desse tipo tem validade após uso de apenas 24 horas.

Para a coordenadora da Vigilância Sanitária de Curitiba, Francielle Narloch, essas irregularidades colocaram em risco os pacientes da empresa. “Estamos falando aqui do uso de medicamentos e de produtos com uma esterilização inadequada, dessa forma você não pode garantir que não tenha nenhuma contaminação nas pessoas que eram atendidas, além da efetividade do material”, pontuou.

Empresário e funcionário foram indiciados pelos crimes de falsificação e corrupção de produtos para fins terapêuticos e medicinais, além de colocar em uso produto impróprio para consumo. A pena somada dos dois delitos tem pena mínima de 12 anos e máxima de 20 anos.

“Nós solicitamos que algum paciente que tenha tido problemas após o atendimento com a empresa nos procure, porque aí nós vamos apurar outras responsabilidade por lesões corporais e até homicídio”, finalizou Manzatto.

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