Empresário enviou foto de esmeraldas que motivaram crime em posto

Francielly Azevedo - CBN Curitiba

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O relatório sigiloso da Polícia Civil, obtido pela Rádio CBN Curitiba, mostra uma troca de mensagens sobre pedras preciosas entre o empresário Bruno Ramos, apontado como mandante do duplo homicídio em um posto de combustíveis, em Curitiba, com um ourives.

Em um dos trechos, há uma foto das esmeraldas que seriam relacionadas à dívida que motivou o crime.

Os assassinatos ocorreram no dia 11 de junho, em uma loja de conveniências de um posto no Centro da capital. O advogado Igor Kalluff, de 40 anos, e o amigo dele, o motoboy Henrique Mendes Neto, de 38 anos, foram executados a tiros.

INVESTIGAÇÕES DO CRIME NO POSTO

Conforme o documento, antes do ocorrido, Ramos enviou a foto das esmeraldas ao ourives e escreveu: “Brigando por conta disso é demais para mim”. Segundo as investigações, a dívida que teria motivado o crime é de R$ 480 mil em pedras preciosas.

De acordo com a Polícia, o mandante do crime foi procurado pelo advogado Igor Kalluf, que teria sido contratado para cobrar a dívida.

O empresário Bruno Ramos, e outros dois homens autores dos disparos, foram denunciados por homicídio qualificado por impossibilidade de defesa da vítima, motivo torpe, mediante dissimulação e uso de arma de fogo que possa resultar em perigo comum. A polícia ainda procura um quarto envolvido nos assassinatos.

O advogado Claudio Dalledone, que representa o empresário Bruno Ramos, diz que o relatório apenas mostra que o crime ocorreu após um desentendimento dentro da loja de conveniências, não sendo arquitetado antes da data. O defensor afirma que Ramos teria ido até a loja acompanhado de seguranças particulares e foi ameaçado por Igor Kalluf, o que resultou na confusão que terminou nos homicídios.

“A análise do conteúdo do aplicativo de mensagens entre Bruno e a testemunha sigilosa revelam que o motivo desse fato, que infelizmente desencadeou no duplo homicídio, foi um desentendimento dentro da loja de conveniência”, informou Dalledone.

 

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