Problemas com vizinho já duravam seis meses, alega autor dos disparos

BandNews FM Curitiba


Vai responder por homicídio doloso qualificado o empresário de 50 anos que confessou ter matado o vizinho em um edifício de alto padrão no bairro Juvevê, em Curitiba. Antônio Humia Dorrio atirou quatro vezes contra o engenheiro Douglas Junkes, de 36 anos, na tarde de ontem (20).

Em depoimento, ele disse que cometeu o crime porque o vizinho ouvia som alto em casa. O atirador foi preso enquanto dava entrada no Hospital Cajuru, com um ferimento no punho. O empresário está preso na Central de Flagrantes, no centro da capital.

De acordo com o delegado Fabio Machado, que presidiu o inquérito, Antônio relatou, em depoimento, que o vizinho que vivia no andar de baixo tinha uma banda e costumava ouvir som alto. O atirador disse que a situação já durava seis meses, até que, no último domingo, após chegar de uma viagem e não conseguir descansar, ele decidiu tirar satisfações com o vizinho, como detalha o delegado.

“Ele conta que desceu até a casa desse rapaz e foi armado por conta de medo de violência da vítima… houve uma briga e acabaram acontecendo quatro disparos. Três acertaram a vítima e um acertou o rapaz no braço”, disse.

Antes dos tiros, os dois vizinhos lutaram. Dois dos disparos acertaram a cabeça do engenheiro Douglas Junkes, que morreu na hora. Nas buscas feitas na casa do suspeito, que vivia um andar acima da vítima, a polícia encontrou um revólver calibre 38, usado no crime, e uma pistola calibre 32, sem registro.

“Uma das armas tinha registro que autoriza apenas a pessoa a guardar a arma em casa e não portá-la fora de sua residência. Foi o que aconteceu e, por isso, ele responde também pelo porte de arma”, afirmou.

Antônio Dorrio vai ser ouvido em audiência de custódia e pode ser solto provisoriamente se o juiz entender, entre outras coisas, que ele não representa risco social. A Justiça também pode fixar uma fiança para que o empresário deixe a prisão. O inquérito já está nas mãos do Ministério Público. O delegado comenta a banalidade do crime.

Antônio Dorrio vai responder por homicídio doloso, qualificado por motivo fútil, e porte ilegal de arma. Douglas Junkes está sendo velado em Blumenau, Santa Catarina. O enterro está previsto para amanhã (22), às dez horas da manhã.

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