Empresários são presos suspeitos de fraudes em licitações no Paraná e em Santa Catarina

Redação

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Dois empresários foram presos preventivamente em Curitiba nesta segunda-feira (10) em uma operação da PCPR (Polícia Civil do Paraná) que investiga fraudes em licitações públicas. Segundo a polícia, a dupla é suspeita de fraudar processos da área de dedetização em diversos municípios no Paraná e em Santa Catarina.

Eles respondem por conluio o procedimento licitatório, associação criminosa e corrupção ativa. Além disso, a policia informou que foram encontradas munições na casa de um deles, resultando em autuação por posse ilegal.

Ao todo, foram cumpridos os dois mandados de prisão e outros 12 de busca e apreensão em endereços, de cinco cidades paranaenses diferentes, relacionados às empresas envolvidas nas fraudes.

  • Curitiba: dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão
  • São José dos Pinhais: um mandado de busca e apreensão;
  • Fazenda Rio Grande: um mandado de busca e apreensão;
  • Paranaguá: três mandados de busca e apreensão;
  • Ponta Grossa: um mandado de busca e apreensão.

O ESQUEMA NA FRAUDE DAS LICITAÇÕES NO PR E EM SC

As investigações, que duram seis meses, apontam que um grupo age em licitações de serviços de dedetização e limpeza de caixas d’águas, combinando previamente os valores que seriam ofertados na disputa. Assim seriam violados os objetivos das concorrências públicas, que buscam assegurar a igualdade de oportunidades entre os participantes e o menor valor para o poder público.

“A operação foi planejada para ser executada por 26 policiais da divisão de combate à corrupção. O objetivo era a prisão desses dois empresários e o encontro de documentos, além da apreensão de equipamentos eletrônicos para serem feitas análises e evidenciarem maiores vínculos entre os envolvidos”, conta o delegado Leandro Teixeira.

Apesar do inquérito estar quase concluído, as investigações podem continuar caso novas informações sejam levantadas nos documentos e equipamentos apreendidos.

“Pode ser que encontremos mais nomes, ou seja, a investigação pode culminar para o desfecho ou com novos elementos”, finaliza o delegado.

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