Estamos diante da terceira onda de covid-19, diz secretária da Saúde de Curitiba

Vinicius Cordeiro

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A secretária da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, alertou os vereadores que a cidade se aproxima de mais um período difícil da covid-19. Ela participou da sessão da Câmara nesta terça-feira (23) para prestação de contas quadrimestral do SUS da capital paranaense.

“Estamos frente à uma nova onda, provavelmente a terceira. Acabo de receber a informação que o Rocio [hospital em Campo Largo] não recebe mais paciente nenhum. Isso significa que mais gente da Região Metropolitana virá para Curitiba. Não tem respirador e como receber paciente. Estamos frente a um novo grande desafio”, alertou Huçulak. “O Rio Grande do Sul entrou em bandeira preta, Santa Catarina pediu socorro e São Paulo tem cidades em lockdown, mas parece que agora chegou a nossa vez. Curitiba já está em uma ascendente”, completou ela, citando o cenário em estados próximos ao Paraná.

Segundo ela, a procura nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) aumentou e admitiu que a tendência é que a bandeira laranja, que significa medidas mais restritivas, seja retomada nesta semana.

Huçulak ainda defendeu o processo de vacinação feita em Curitiba. A cidade já conta com mais de 65 mil pessoas imunizadas contra a covid – 42.847 profissionais dos serviços de saúde, 17.928 idosos, 4.818 moradores e funcionários de instituições de longa permanência e 73 indígenas.

“A vacina requer uma refrigeração adequada. Isso não é entregar um picolé para as pessoas. Se ela não se mantiver em temperatura adequada, de 2 a 8 graus, eu inativo o princípio ativo da vacina. Tem a segurança, que pode ter risco sim. É uma vacina muito procurada, tem escassez e pode ter roubo”, disse.

“Curitiba não perdeu uma dose porque fizemos um processo de aplicação. O frasco da vacina é multidose, são 10 doses por frasco. Quando é aberta, tenho que utilizá-la em no máximo oito horas. Não posso distribuir vacinas na cidade inteira porque vai sobrar doses ao final do dia e o que eu farei? Vou chamar o cidadão que está passando na rua porque eu vou jogar fora? Que eu abri o frasco e sobrou cinco doses? Tem toda uma logística por trás para que a gente não perca uma dose sequer”, completou.

De acordo com o último boletim, Curitiba acumula 138.022 casos e 2.852 mortes da doença. A taxa de ocupação das UTIs está em 90%.

CURITIBA NÃO TEM FURA-FILA POR VACINA DE COVID, GARANTE HUÇULAK

A secretária Márcia Huçulak ainda negou qualquer possibilidade da cidade ter registrado casos de fura-fila na vacinação contra covid-19.

Segundo a Polícia Civil, são 486 denúncias desse tipo de ocorrência no Paraná, sendo 80 em Curitiba. As investigações são feitas em conjunto com a CGE (Controladoria-Geral do Estado) e o Ministério Público.

“Não temos uma denúncia concreta com nome e sobrenome de fura-fila em Curitiba. Até porque não tem fura-fila em Curitiba. Todas as pessoas que vacinaram vieram de uma lista dos hospitais. Não escolhemos ninguém. Pedimos aos diretores dos hospitais para nos dizer quem eram os profissionais que estavam atuando naquela instituição. Nós vacinamos os servidores que nós conhecemos e estão em atuação. os profissionais de saúde são os que tem o conselho ativo”, completou.

Assista um trecho da participação de Huçulak na Câmara sobre o trabalho para conter a covid:

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