Estiagem no Paraná: fenômeno La Niña traz seca até abril, alerta Sanepar

Redação

barragem do iraí, estiagem, chuva, paraná, déficit hídrico, rodízio em curitiba, rodízio, abastecimento, água, saic, reservatórios, sanepar, la niña, seca, outono

Apesar das chuvas acima da média entre novembro e janeiro, a estiagem no Paraná não deve dar trégua. A previsão é de que o fenômeno climático La Niña diminua a quantidade esperada de chuva entre fevereiro e abril.

A previsão é da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), que já observa tendência de queda no nível médio de água dos reservatórios do SAIC (Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana).

Por isso, a empresa afirma que não é possível, neste momento, abrir mão do rodízio no abastecimento de água.

De acordo com a companhia de abastecimento de água, as informações sobre o La Niña foram divulgadas por agências meteorológicas internacionais. As previsões indicam chuvas abaixo da média durante todo o período do outono.

A estiagem continua a preocupar o Paraná, embora novembro tenha registrado chuvas 70% acima da média. Em dezembro, choveu 20% a mais do que a média, e em janeiro o acumulado foi 5% superior à média histórica.

“Chuvas na média não recuperam reservatórios, principalmente por causa do déficit hídrico acumulado”, destaca Julio Gonchorosky, diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar.

Por isso, a tendência é a de que a Sanepar mantenha o sistema de rodízio no abastecimento de água, pelo menos, até que o nível de água médio do SAIC chegue a 60% — nível considerado seguro. Hoje, esse índice é de 48,52%.

Conforme o Simepar, de fevereiro de 2020 a janeiro de 2021, com a estiagem histórica no Paraná, choveu apenas 1.091 milímetros. O déficit de chuvas foi de 346 milímetros.

“Para que os reservatórios cheguem a 60% em março, teríamos que ter chuvas de 70 mm a cada 10 dias desde o início deste mês. Infelizmente o cenário é desfavorável”, diz o diretor.

Previous ArticleNext Article