Estudantes cortados do vestibular acionam UFPR na Justiça

Francielly Azevedo - CBN Curitiba e Andressa Tavares - CBN Curitiba

UFPR define datas do calendário letivo de 2021

Sete estudantes que foram substituídos da lista de aprovados no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entraram na Justiça contra a instituição. Eles pedem a suspensão do concurso até que o caso seja devidamente apurado.

No último dia 1º de setembro, um dia depois da divulgação do vestibular, a UFPR lançou uma nova lista, em que substituiu 31 nomes, destes 25 para o curso de Medicina em Curitiba e Toledo, duas do curso de Direito e uma para Odontologia, Fisioterapia, Biomedicina e Medicina Veterinária.

De acordo com a UFPR, uma “falha no processamento de dados” não contabilizou os ajustes nas notas de produção de texto depois que candidatos solicitaram recurso para uma nova correção. A instituição disse que só percebeu a falha depois da divulgação do resultado. Além disso, informou que os estudantes incluídos indevidamente na primeira lista deverão ter os casos solucionados nas chamadas complementares.

O vestibulando, Gabriel Zimmermann, que tinha sido aprovado em Medicina na UFPR para o campus Curitiba, acredita que é muito difícil que as chamadas complementares acolham os 21 estudantes que foram retirados da lista na capital.

“Eu realmente queria acreditar, mas infelizmente acho muito difícil. Das 31 pessoas que foram prejudicadas, 21 concorriam ao curso de Medicina em Curitiba. É um curso de alta concorrência e onde poucos são chamados nas chamadas complementares”, disse o estudante.

O processo dos estudantes está sendo analisado pela Justiça Federal. Na última segunda-feira (6), a juíza Vera Lúcia Feil Ponciano, da 6ª Vara Federal de Curitiba, estabeleceu um prazo de três dias para que a UFPR apresente documentos e se manifeste.

A magistrada determinou, ainda, que a decisão judicial deve ocorrer antes do dia 20 de setembro, data em que o ano letivo está previsto para ter início na UFPR. Segundo ela, isso é necessário “para não acarretar dano acadêmico aos autores”.

A estudante Elaine Pagnan Todorovski, de 20 anos, que também estava na primeira lista de aprovados em medicina, diz que tem convivido com um sentimento de vergonha.

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