Estudantes que ocupam escolas exigem decreto estadual contra reforma

Na assembleia realizada nesta quarta-feira com representantes de mais de 600 escolas ocupadas no Paraná, os estudantes d..

Roger Pereira - 26 de outubro de 2016, 21:10

Na assembleia realizada nesta quarta-feira com representantes de mais de 600 escolas ocupadas no Paraná, os estudantes do ensino público estadual paranaense condicionaram o fim das ocupações ao atendimento a uma pauta de reivindicações aprovada no encontro que, entre outras questões, exige do governo do Paraná a edição de um decreto que garanta a promessa do governador Beto Richa de que irá vetar a aplicação da MP 746/2016 no Estado do Paraná. Richa afirmou em vídeo divulgado no dia 6 de outubro, não faria mudanças que possam prejudicar os estudantes paranaenses e que a reforma do ensino médio será debatida com a comunidade escolar.

Neste sentido, os estudantes reivindicam, ainda a realização de uma Conferência Estadual Livre e Aberta pela Reforma do Ensino Médio no estado do Paraná, “para debatermos com toda a sociedade sobre a precarização do ensino e as condições das escolas publicas no Paraná, visto que, se não aceitamos a proposta de Temer, também não queremos que o governador decida sozinho sobre a reforma que queremos aqui no estado”, diz o documento publicado pelo movimento Ocupa Paraná.

Deixando claro que, mesmo com o cumprimento das exigências, não há garantia de que as escolas serão desocupadas, por ser uma deliberação livre de cada ocupação, o movimento cobra, ainda, a garantia de anistia “para que não existam perseguições, demissões, ameaças aos estudantes, professores, pais e simpatizantes que ocupam e apoiam as escolas ocupadas” e que o Ministério da Educação, com ajuda do governo estadual e municipal de cada cidade realoque os locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), “assim como a UFPR fez com o vestibular e o TRE fez com as eleições”.