Estudantes repudiam uso de assassinato em ocupação para criminalizar movimento

Narley Resende e Fernando GarcelApós a morte de um adolescente, de 16 anos, em uma escola ocupada por estudantes na tard..

Fernando Garcel - 25 de outubro de 2016, 11:59

Narley Resende e Fernando Garcel

Após a morte de um adolescente, de 16 anos, em uma escola ocupada por estudantes na tarde de segunda-feira (24), a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) convocou uma coletiva de imprensa para comentar sobre o assunto nesta terça-feira (25).

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O presidente da Upes, Matheus dos Santos, optou por ler uma nota que considera completa e decidiu responder a duas questões principais. "Nos solidarizamos com a família, amigos e a comunidade escolar. Lamentamos que essa fatalidade tenha ocorrido dentro de uma escola ocupada. Infelizmente, episódios como esse, acontecem cotidianamente nas periferias do estado do Paraná onde o poder público não consegue promover políticas públicas para a juventude", disse Santos.

Morte em escola ocupada foi “tragédia presumida”, afirma secretário

Durante a entrevista coletiva, Matheus afirmou que não há o que ser investigado já que existe um réu confesso que foi apreendido. "A partir da hora que há um réu confesso sobre incidente que aconteceu não há discussão. O menor foi apreendido. Não há

Escolas ocupadas no Paraná

Segundo o movimento Ocupa Paraná, 850 escolas estão ocupadas atualmente no estado. Além dos colégios, os estudantes também ocupam 14 universidades e três núcleos de educação. Na noite de segunda-feira, o prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) também foi ocupado. Em todo o Brasil, já passa de mil o número de instituições ocupadas por estudantes.

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De acordo com a organização, uma assembleia com representantes das ocupações deve acontecer amanhã em Curitiba. O local não será previamente divulgado para evitar que movimentos contrários promovam qualquer tipo de boicote.

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