Estudantes transformam afeto em ferramenta para combater ansiedade

Daiane Andrade - BandNews FM Curitiba

Bilhetes anônimos com mensagens motivacionais foram a saída que algumas alunas do Centro Universitário Curitiba encontraram para enfrentar a ansiedade no ambiente acadêmico.

As frases, em pequenos pedaços de papel autocolante, têm aparecido em diferentes pontos do campus da instituição e vêm mudando a rotina tanto de estudantes quanto de professores.

E a iniciativa faz tanto sucesso que ao menos seis outras faculdades e universidades já fizeram contato com as estudantes para replicar o gesto em mais locais.

Até agora, ninguém sabia quem eram as autoras dos bilhetes, mas elas decidiram se revelar à BandNews. Tudo começou com a Vitória Geachini de Oliveira, durante uma crise de ansiedade, e é ela quem conta como decidiu fazer algo por outras pessoas na mesma situação. “Às vezes, as pessoas não têm noção que têm ansiedade, e não procuram tratamento, acham que é frescura”, lamenta.


Vitória é estudante do último ano de Arquitetura e Urbanismo e a ideia dela foi a seguinte: escrever mensagens e colar nos banheiros. Autorizada pela instituição, que apoiou a iniciativa desde o início, ela então começou a produzir e logo despertou da amiga, Mayara Buratti, e da Amanda Perez, também aluna do curso. “A gente não se identifica nos bilhetes porque a ideia do movimento é ser muito maior”, disse. “A ideia é que as pessoas façam bilhetinhos e marquem nosso @, desde que isso faça bem”.

Desde então, toda hora é hora para que algo positivo apareça colado em locais como os banheiros ou bebedouros. E como as mensagens podem facilmente ser retiradas, o trio criou o perfil @poste.isso, no Instagram, para dar uma sobrevivência maior à ideia.

De lá para cá, alunos da PUC Paraná, da Universidade Positivo, Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, da UniOpet, Unicesumar e até da UTFPR já procuraram as amigas para levar a proposta para essas instituições.

Diante de algumas reações inesperadas de pessoas que chegaram a fazer bilhetes também, mas de cunho ofensivo, as estudantes apenas procuraram informar que aquilo não fazia parte da iniciativa. É que elas acreditam que a única coisa capaz de vencer o ódio é o amor, e é nisso que elas apostam.

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