“Eu pedia pra ele não pilotar”, diz mãe de motociclista que atropelou três no Batel

Redação e BandNews FM Curitiba

Ângela Maria Brockveld, mãe do motociclista Leonardo Magalhães Fonseca, que atropelou três pessoas no dia 7 de julho, na Avenida do Batel, em Curitiba, disse que pedia para o rapaz não pilotar e nem dirigir enquanto estivesse com a Carteira de Habilitação suspensa. Ela falou com a imprensa pela primeira vez nesta terça-feira (24).

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“A gente não pode estar 24 horas junto dos filhos, foi um deslize e ele vai responder por isso”, afirma a mãe. Questionada sobre a saúde das vítimas, a mãe do motociclista afirma que gostaria de estar próxima e dando apoio. “A gente vai ter oportunidade de ficarmos juntos e bem. Eu estou rezando muito pela Laura e pela Adriana que vão sair bem disso”, afirma Ângela.

Segundo ela, Leonardo lembra apenas de alguns momentos do acidente, está abalado e com o rosto muito machucado. “Ele fez uma cirurgia para reconstrução da face. Ele está com o maxilar com oito parafusos. O nariz está suspenso por um cabo de aço. A situação está delicada, mas ele está se recuperando”, afirma.


A advogada da família do motociclista, Louise Mattar Assad, diz que concorda que o rapaz provavelmente estava em alta velocidade, mas que vai aguardar os resultados da perícia.

“Eu acredito que agora, com as perícias prontas, o Leonardo vai se manifestar, se der tempo para a recuperação, ainda no inquérito caso contrário em juízo quando ele puder. A questão de empinar a moto, nós estamos esperando a perícia do levantamento do local do crime. Nós não vamos negar nenhum ato dele”, afirma.

Leonardo é monitorado por uma tornozeleira eletrônica e não pode estar fora de casa entre as 20h e 7h. Segundo a polícia, testemunhas garantem que o motociclista estava empinando a moto quando perdeu o controle e atropelou três pessoas.

Uma idosa, de 88 anos, teve ferimentos leves. Uma enfermeira, de 38 anos, também foi atingida e, em estado crítico, ficou internada na UTI do Hospital do Trabalhador por cerca de 15 dias. Ela apresentou melhora e foi transferida para o quarto. A prima dela, uma menina de apenas oito anos, deixou a UTI após doze dias. Os médicos consideram o quadro evolutivo da criança como“muito bom”, já que ela foi hospitalizada, no dia do acidente, em estado gravíssimo.

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