Evellyn Brisola, jovem envolvida no caso Daniel, é presa com drogas

Redação


Evellyn Brisola, envolvida no caso do jogador Daniel, foi presa na noite desta quinta-feira (6), no bairro Fazendinha, em Curitiba, com três quilos de maconha na bolsa pela PMPR (Polícia Militar do Paraná). Para a polícia, ela confessou que estaria trabalhando como ‘mula’, que é uma pessoa usada para transportar drogas, já que estaria passando por dificuldades financeiras.

Segundo a polícia, a jovem foi abordada quando descia de um veículo Citroen/C4 por agentes da RONE (Rondas Ostensivas de Natureza Especial). Após apresentar nervosismo com a aproximação dos policiais, a jovem largou a bolsa que segurava no chão e, durante a revista, os tabletes de maconha foram encontrados.

“Nos deslocamos até São José dos Pinhais e não conseguimos localizar o indivíduo que seria o fornecedor da droga. Já no Fazendinha, onde ela foi abordada, não foi possível localizar quem iria receber a droga por se tratar de um condomínio muito grande. De início, ela informou que não sabia do que se tratava, mas depois, aos prantos, ela disse que fazia serviço de mula por estar passando dificuldades”, explicou o sargento Oliveira.

Ela foi encaminhada para a Central de Flagrantes e aguarda à disposição da Justiça.

Reprodução/Band TV Paraná

EVELLYN BRISOLA FICOU CONHECIDA APÓS CASO DANIEL

O nome da jovem ficou conhecido durante o caso Daniel. Segundo depoimentos, Evellyn teria ficado com o jogador no aniversário de Allana Brittes e, após o crime, ela ajudou a limpar a residência e preparou strogonoff para os envolvidos no crime.

Evellyn Brisola se tornou réu no processo, não foi indiciada pela PCPR (Polícia Civil do Paraná), mas teve a acusação do MPPR (Ministério Público do Paraná) aceita pela Justiça. A jovem foi a única que respondeu o processo em liberdade.

A jovem foi absolvida dos crimes de denunciação caluniosa e falso testemunho e, em troca da suspensão, ela teria que realizar serviços comunitários. Até o momento, ela não teria iniciado os serviços e, agora, com o novo crime, o processo pode ser reaberto.

RELEMBRE O CASO DANIEL

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018, em uma casa noturna, no bairro Batel.

A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até o local onde foi morto (Colônia Mergulhão).

O corpo do jogador foi encontrado no dia seguinte (27/10) por moradores em uma área de mata na zona rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele estava nu, com diversos cortes pelo corpo. Havia dois cortes profundos na região do pescoço. Além disso, o pênis foi decepado e pendurado em uma árvore a 20 metros do local onde o corpo foi encontrado.

O empresário afirma que Daniel estava no quarto dele e que havia tentado estuprar sua esposa, Cristina. A versão não encontrou sustentação nas investigações do Ministério Público do Paraná e da Polícia Civil. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que a versão foi combinada entre os acusados.

Edson Brittes na Colônia Mergulhão, onde abandonou o corpo do jogador Daniel (Reprodução)

Previous ArticleNext Article