Evidências de acúmulo de gás metano são encontradas na Baía de Paranaguá; entenda

Redação

Cientistas encontram evidências de acúmulo de gás metano na Baía de Paranaguá

Pesquisadores da UFPR (Universidade Federal do Paraná) encontraram evidências de acúmulo de gás metano na Baía de Paranaguá, no litoral do Estado, uma das mais importantes do país.

O ano de 2020 apresentou o maior aumento registrado de gás metano na atmosfera desde que as medições começaram em 1983. A análise mostra que o aumento anual foi de 14,7 partes por bilhão, segundo a Agência de Administração Oceânica e Atmosférica.

A preocupação que o acúmulo de gás metano gera tem relação com a sua eficiência de aquecimento, que é aproximadamente 25 vezes maior que o CO2 e tem significativa contribuição para as mudanças climáticas globais.

Conforme João Fernando Pezza Andrade, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos da UFPR (Universidade Federal do Paraná), uma grande quantidade de matéria orgânica é carregada pelos rios. Uma vez depositada nos sedimentos, essa matéria sofre decomposição, gerando o gás metano.

Uma parte do gás pode escapar para a água e, eventualmente, chegar à atmosfera, mas uma parte fica presa nos sedimentos e se acumula ao longo do tempo.

No caso da Baía de Paranaguá, os pesquisadores observaram a presença do gás em diferentes profundidades da coluna sedimentar, o que sugere que parte desse gás foi produzida pela decomposição de matéria orgânica depositada há milhares de anos.

“A presença de gás nos sedimentos modifica a trajetória de deslocamento das ondas sonoras, deixando verdadeiras assinaturas sísmicas nos perfis que estudamos”, destaca João. Apesar dos resultados indicarem a presença da matéria, ainda é necessário investigar mais a fundo a área.

A descoberta foi realizada por pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, que foi recém-publicada na revista científica Geo-Marine Letters.

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