Ex-miss e namorado PM acusados de sequestro são incluídos na lista da Interpol

BandNews FM Curitiba

A ex-miss Pinhais Karina Cristina Reis e o namorado dela, o policial militar Janerson Gregório da Silva, já estão com os nomes inseridos no sistema da Polícia Federal que impede a saída deles do país e também na lista vermelha da Interpol.

A inclusão foi determinada pelo juiz substituto Siderlei Ostrufka Cordeiro, da 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Na ordem, emitida na semana passada, o magistrado afirma que o Estado deve arcar com todos os custos necessários para a extradição do casal na hipótese de prisão no exterior. Mas a conta-salário do soldado, por meio da qual ele recebe os vencimentos como integrante da Corporação, segue liberada.

Logo depois da fuga do acusado do Batalhão de Guarda, em Piraquara, ainda na Grande Curitiba, a PM pediu o bloqueio dos recursos. Mas, argumentando que isso extrapolaria a jurisdição do Juízo por ser uma providência “alheia à normatividade legal e processual penal”, nenhuma medida foi tomada. Com isso, mesmo sendo foragido, o militar continua recebendo normalmente a remuneração, que sai dos cofres do governo do estado.

O soldado foi preso em flagrante no fim de agosto do ano passado e fugiu no dia 4 de junho. A informação chegou à Justiça por meio da defesa da mãe dele, Sueli de Fátima Gregório da Silva, que também responde ao processo, mas em liberdade. A mulher morava com o filho em uma casa no bairro Jardim Botânico, em Curitiba. E foi para lá que Janerson e Vinícius Camilo da Silva, amigo e vizinho dele, levaram o empresário que havia sido rendido em São José dos Pinhais.


Já a ex-miss Pinhais, que também foi presa em flagrante suspeita de ser a mentora da ação criminosa, tinha conseguido um habeas corpus em outubro de 2017 e era monitorada por tornozeleira eletrônica. No dia 2 de junho, no entanto, a modelo – que chegou a ficar entre as semifinalistas do concurso Miss Paraná 2017 – rompeu o dispositivo. Desde então, a moça desapareceu e o empresário que foi vítima do sequestro e que estava fora do Brasil cancelou o retorno ao país por medo de vingança.

A BandNews tenta há vários dias, mas não consegue contato com o advogado do casal. No momento, apenas Vinícius Camilo seque atrás das grades.

Em 29 de agosto de 2017, a vítima foi atraída para uma suposta reunião com clientes. As investigações apontam que o empresário foi rendido pelo militar e o amigo e levado para a casa de Janerson, em Curitiba. Um resgate de R$ 200 mil foi pedido, mas o montante não chegou a ser pago. Antes disso, a polícia rastreou o veículo da vítima e chegou até Janerson, que contou onde era o cativeiro.

Quando foi encontrado pelas equipes, o empresário estava amarrado, vendado e amordaçado no porta-malas de um segundo automóvel que estava na garagem do imóvel. À polícia, Janerson admitiu a participação no crime e disse que precisava de dinheiro, mas eximiu a mãe e a namorada de qualquer envolvimento no caso.

A Secretaria de Segurança Pública conduz um procedimento interno sigiloso para apurar de que forma o soldado escapou do Batalhão de Polícia de Guarda. A possibilidade de facilitação não está descartada, especialmente porque, depois dele, mais dois agentes que estavam presos conseguiram escapar.

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