Ex-prefeito de Araucária é condenado a 32 anos de prisão em segunda instância

Fernando Garcel

O ex-prefeito de Araucária Rui Alves de Souza (PTC) foi condenado em segunda instância a 32 anos, 3 meses e 12 dias de prisão em regime fechado por comandar organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes de concussão. A decisão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal Justiça do Paraná (TJPR) ocorre no âmbito da Operação Fim de Feira, que investiga os crimes cometidos pelo alto escalão da administração pública do município.

Além do ex-prefeito, o TJ também condenou um lobista que atuava como preposto de Rui a 21 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pelos mesmos crimes. O ex-secretário de Meio Ambiente, a ex-secretária de Governo e um ex-procurador-geral do Município foram condenados a 8 anos, 3 meses e 22 dias de reclusão em regime fechado, por terem integrado a organização criminosa. O ex-secretário de Obras foi condenado a 7 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial semiaberto, pela prática dos crimes de concussão e lavagem de dinheiro.

O ex-secretário de Finanças que celebrou contrato de colaboração premiada com o Ministério Público e não recorreu da sentença de primeiro grau teve sua pena mantida em 5 anos.

Essa condenação foi a segunda imposta em segunda instância pelo Tribunal ao ex-gestor – em março, o TJPR manteve condenação do ex-prefeito, de sua filha e de seu genro pelos crimes de peculato e concussão.


TJPR aumenta pena do ex-prefeito de Araucária, alvo da Operação Fim de Feira

O Paraná Portal não conseguiu contato com a defesa do ex-prefeito.

Operação Fim de Feira

De acordo com as investigações, o ex-prefeito, o lobista e alguns secretários municipais utilizaram a estrutura da Prefeitura de Araucária para obter ilicitamente dinheiro de fornecedores. A operação foi deflagrada em dezembro de 2016 e prendeu o Rui Alves de Souza que ainda cumpria o mandato como prefeito. Na época, o prédio da prefeitura foi fechado para que agentes do Gaeco realizassem a fiscalização de documentos e computadores. Servidores do município ficaram para o lado de fora. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na prefeitura e na casa de integrantes da administração.

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