Ex-prefeito de Foz é indiciado por corrupção e peculato

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (27) o prefeito afastado de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), por peculat..

Andreza Rossini - 27 de julho de 2016, 18:14

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (27) o prefeito afastado de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), por peculato e corrupção. De acordo com os investigadores, há indícios de que ele cometeu os crimes de corrupção ativa, passiva e peculato.

Ele está em prisão domiciliar desde o dia 14 de julho, durante a quarta fase da Operação Pecúlio. Ele é acusado de chefiar o esquema que desviou cerca de R$ 5 milhões em recursos, o maior escândalo de corrupção da cidade, de acordo com os investigadores.

O processo deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, já que Reni Pereira tem foro privilegiado.

Na primeira fase da operação, Reni Pereira foi alvo de condução coercitiva a a PF apreendeu cerca de R$ 120 mil na residência do prefeito, além de bloquear os bens dele e de outros envolvidos.

A vice-prefeita Ivone Barofaldi (PSDB) assumiu o cargo imediatamente após a prisão de Reni.

Além do prefeito, mais de 80 pessoas também são réus no processo, entre eles a primeira-dama e deputada estadual Cláudia Pereira (PSC), eles respondem por crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e fraude a licitações. Reni e a esposa são investigados pelo TRF-4 por ter foro privilegiado.

• Prefeito, esposa e mais 83 viram réus por organização criminosa

CPI da Pecúlio

Uma Comissão Própria de Investigação (CPI) foi instaurada na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Os parlamentares convocaram e ouviram testemunhas durante o mês de junho e chegaram a votar o pedido de afastamento do prefeito, que continuou no cargo por um voto. Para que Reni fosse afastado, era necessário dois terços dos votos dos vereadores. Nove dos 15 parlamentares votaram pelo afastamento, 10 era o número chave.