Fábrica falsa de próteses dentárias é fechada e dentistas ‘clientes’ serão investigados

Policiais civis da delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, com apoio da Delegacia de Fur..

William Bittar - CBN Curitiba - 22 de junho de 2018, 13:12

Foto: Divulgação Polícia Civil
Foto: Divulgação Polícia Civil

Policiais civis da delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, com apoio da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) da capital, descobriram um barracão onde funcionava uma fábrica clandestina de pinos e próteses falsas para implantes dentários. Um homem, de 31 anos, que estava no local foi preso em flagrante.

O delegado Michel Carvalho, responsável pelo caso, explica que a fábrica atuava em Curitiba e foi transferida para São José dos Pinhais após investigações feitas pela Polícia Federal, mas chamou a atenção que a nota fiscal emitida por eles ainda era da capital.

"Causa uma grande estranheza o fato desse crime ter migrado para São José - no começo do ano passado eles eram investigados pela PF no bairro Boqueirão. Eles continuaram emitindo notas de Curitiba com toda a produção de São José", afirmou.

Carvalho também afirmou que foi possível identificar vendas para empresas e cirurgiões dentistas de outros estados, não apenas do Paraná. "Conseguimos apurar que eles vendiam para vários locais do país devido às notas emitidas. Até um cirurgião do Mato Grosso comprava os produtos com regularidade. Agora, estamos investigando se os dentistas sabiam que os produtos eram falsificados ou se também estavam sendo enganados", explicou.

O delegado ressalta que as investigações continuam e será apurado se quem comprava os produtos falsificados sabia da procedência do material e aplicava nos pacientes. "Vamos analisar a conduta desses dentistas, para saber se eles sabiam que estavam colocando em risco as condições de saúde dos pacientes".

O preso responderá por crime contra a saúde pública e pode ter pena de até 15 anos de prisão. Além disso, se for constatado que dentistas e empresas que compraram os produtos sabiam que eles eram falsificados, também serão responsabilizados e punidos.