Fábricas que produziam álcool em gel irregular são descobertas em Curitiba e região

Redação

Fábricas que produziam álcool em gel irregular são fechadas em Curitiba e região

Duas fábricas que produziam álcool em gel irregular em Curitiba e Região Metropolitana foram descobertas pela Polícia Civil do Paraná nesta semana.

Esses locais estão relacionados a uma associação criminosa investigada por fraudar licitação com o Governo do Paraná e fornecer álcool em gel irregular para o poder público.

14 pessoas suspeitas de integrarem essa empresa já foram presas no dia 19 de agosto, sendo que o Governo do Paraná recebeu frascos de álcool em gel com 15% de concentração, muito abaixo dos 70% exigidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

As ações desta semana foram realizadas nos dias 24 e 26 de agosto em depósitos clandestinos no bairro Tatuquara, em Curitiba, e no município de Colombo.

No Tatuquara, foram encontradas 2,5 mil frascos de álcool em gel adulterados e com rótulos falsificados. Algumas das amostras apresentavam concentração de 60% e 50%.

“Era um local que não tinha nenhuma autorização, nos fundos de uma casa em construção. Havia uma loja do grupo, bem próxima do local, não tendo sentido nos produtos sendo armazenados no local. A vigilância sanitária anotou várias irregularidades e interditou o local”, explicou o delegado André Feltes.

Já no galpão de Colombo foram encontrados caixas de produtos de limpeza como desinfetantes, água sanitária, limpador de pisos e 182 unidades de 500ml de álcool em gel.

Esses produtos ainda aguardam análise da perícia para avaliar a composição e possível irregularidade.

“No local, um terreno grande funcionava uma espécie de oficina mecânica, havia várias carcaças de veículos, animais pelo pátio, nada que tivesse relação com uma empresa de saneante e o local não tinha autorização para armazenamento, funcionamento ou produção de produtos sanitários”, finalizou o delegado.

Caso seja confirmada a irregularidade nas amostras, os proprietários dos locais e as empresas vinculadas na investigação serão responsabilizadas pelos crimes de associação criminosa, falsificação e venda de produto destinado a fins saneantes.

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