Falta de insumos faz hospitais da RMC suspenderem atendimentos eletivos

Roger Pereira


Pelo menos três hospitais da Região Metropolitana de Curitiba já suspenderam o atendimento eletivo (mantendo somente urgência e emergência) por conta do desabastecimento de insumos hospitalares devido à greve dos caminhoneiros, que chega, nesta sexta-feira, ao quinto dia consecutivo. De acordo com a Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), já está faltando material de ambulatório, medicamentos, gases medicinais e, até alimento nos hospitais.

O Hospital de São José dos Pinhais, o Hospital Angelina Caron (em Campina Grande do Sul) e o Hospital do Rocio (em Campo Largo) já comunicaram a suspensão do atendimento, mas, de acordo com o coordenador da Fehospar, Fabrício Felipe Mello, a situação deve se agravar nas próximas horas. “Estou recebendo inúmeras comunicações de desabastecimento de insumos hospitalares e elas vem como sendo ‘não garantia de entrega’. A logística dos hospitais prevê essas entregas semanal, quinzenal ou a cada 10 dias e, não há garantia de que a próxima remessa chegará”, explicou.

Segundo Mello, a principal preocupação está nos insumos fundamentais, na gasoteriapia (gases medicianis) e nos materiais e medicamentos. “Em curto e médio prazo, a situação ficará catastrófica para o paciente”, prevê. “A situação toma nota de calamidade, porque estamos com problema nos insumos hospitalares (material e medicamento), mas também na questão da hospitalidade, como os insumos de lavanderia. Até a comida para os pacientes já está faltando”, conta.

O governo do Estado, através da Coordenadoria de Defesa Civil, firmou, na noite de ontem, acordo com os caminhoneiros grevistas para que as cargas essenciais, entre elas os insumos hospitalares, fossem liberadas para trafegar nas rodovias. O coordenador da Fehospar afirma, no entanto, que não há registro de nenhuma entrega entre a noite de ontem e a tarde desta sexta-feira. “Esperamos que na reunião da hoje, na Defesa Civil se estabeleça um protrocolo, com escolta e outras medias. A gente via ter uma dificuldade, vamos tentar medida judicial para que as ações que bloqueiem caminhões com insumos hospitalares sejam tratadas como mais grave”, afirmou.

Previous ArticleNext Article
Repórter do Paraná Portal
[post_explorer post_id="525869" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]