Família de Foz celebra um ano do transplante de fígado de Mathias: “a gente vê a diferença”

Redação

Hospital Pequeno Príncipe é o único que realiza a cirurgia no Paraná.
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Exatamente um ano atrás, um pai fez transplante de fígado para filho no Paraná. Mathias Fernandez Baião Wagner, hoje com dois anos, recebia boa parte do órgão de Vitor Fernando Wagner. A cirurgia foi realizada na Santa Casa de Misericórdia de Curitiba sob cuidados de equipes do Pequeno Príncipe, única instituição que realiza o procedimento no Estado. Por ser um hospital exclusivamente pediátrico, é impedido de fazer a retirada do órgão do doador.

A operação, feita pelo SUS (Sistema Único de Saúde), aconteceu quando a criança ainda tinha um ano e dois meses. Hoje, a família relata o bem estar de Mathias.

pai e filho - transplante pediátrico de fígado
Mathias no colo do pai há um ano atrás. (Marieli Prestes/HPP)

“Ele ter ficado bem foi nosso melhor presente. É outra criança, muito melhor”, celebra a mãe Shirley Baião. Hoje, a família de Foz do Iguaçu, na região oeste do estado, vive bem. De acordo com a mãe, Mathias mal se alimentava antes do transplante. “A gente vê  a diferença… Agora ele não para, só corre e come. Ficamos muito felizes por saber que outras crianças estão conseguindo realizar o transplante como ele”, completa.

Confira o vídeo de Mathias:

De acordo com o Pequeno Príncipe, foram realizados 15 transplantes de fígado em 2020 mesmo com a pandemia de coronavírus. A instituição é a única que realiza a cirurgia em crianças menores de 10 anos no Paraná.

Segundo o hospital, 60% dos pacientes precisam da cirurgia por causa de doenças congênitas, que surgem no desenvolvimento do bebê ainda dentro do corpo da mãe. Uma das principais doenças deste tipo é a atresia de vias biliares, quando não há a formação correta dos canais de bile (substância que participa da digestão). Existe o acúmulo no sangue, levando a criança a ficar amarela, com déficit no crescimento e propícia a infecções. Além das doenças congênitas, cerca de 30% dos casos são causados por vírus ou tumores e outros 10% devido à hepatite A. Um dos sintomas que ajuda no diagnóstico de algum problema no fígado é a pele amarelada.

Para 2021, a previsão é que mais 24 transplantes sejam realizados pelo pequeno Príncipe. “Nossa expectativa é realizar dois transplantes por mês. Para o primeiro semestre já temos cinco pacientes com indicação”, conta a a cirurgiã pediátrica Giovana Camargo de Almeida, responsável técnica pelo Serviço de Transplante Hepático.

Para atender a demanda, o hospital recebe o cirurgião Rodrigo Vianna, diretor do MTI (Miami Transplant Institute), o maior hospital de transplantes dos Estados Unidos. Além de dirigir a instituição, o médico é reconhecido internacionalmente pela técnica que reduziu substancialmente o tempo de duração das cirurgias de transplante de fígado e, em 2019, bateu o recorde mundial de transplantes realizados em um ano: 747. 

O Pequeno Príncipe reuniu condições técnicas e equipamentos semelhantes aos utilizados nos Estados Unidos. A equipe criada para fazer os transplantes é multiprofissional, também seguindo o exemplo internacional. Ao todo, são 22 profissionais entre cirurgiões, hepatologistas, anestesistas, intensivistas, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

TRANSPLANTE DE FÍGADO: BUSQUE UM MÉDICO

O fígado é um órgão localizado à direita do abdômen e produzir substâncias essenciais para o organismo, como por exemplo a produção de bile, fundamental na digestão de alimentos. Certas doenças atrapalham as diversas funções do fígado provocam insuficiência hepática, o que pode resultar em morte. Por isso, o transplante de fígado é um procedimento recomendado.

Um dos sinais que o fígado está falhando é a pessoa ficar com um aspecto amarelo. Em alguns casos, o olho ficar amarelo é um sinal vital para diagnóstico. Contudo, sempre procure um médico para o diagnóstico ser feito com conhecimento e responsabilidade.

A cirurgia foi sendo aprimorada ao longo do tempo e tem uma excelente taxa de sobrevida. De acordo com o portal Dráuzio Varella, o primeiro transplante foi realizado com sucesso foi feito em 1968, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O dr. Marcel Cerqueira César Machado chefiou a equipe.

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