Familiares e amigos pedem respostas sobre o desaparecimento de estudante

BandNews FM Curitiba


Familiares, amigos e conhecidos de Andrielly Gonçalves Silva, 22 anos, fizeram um protesto para cobrar informações a respeito do paradeiro da estudante de Direito. A garota desapareceu na madrugada do último dia 9 e a suspeita é de que o ex-marido esteja envolvido no sumiço.

Diogo Costa Coelho é policial militar e, segundo amigos da família, não aceitou bem o fim do relacionamento. Mesmo após separado de Andrielly, ainda tinha ciúmes e tentava controlar onde ela ia, com quem falava e, principalmente, se relacionava. O protesto aconteceu em Morretes, cidade onde ela foi criada, na noite desta quinta-feira (18). Revolta, a tia dela, Fátima Gonçalves, pediu providências.

“Cadê ela, ele tem que trazer ela de volta, não importa o que ele fez, vai ser bom para ela e para a gente. É isso que a gente está pedindo para esse covarde. PM que eu saiba existe para proteger, não para sumir com as pessoas como ele fez com minha sobrinha. Cadê a justiça que até agora a gente não viu?”, desabafou.

Em imagens de câmeras de vigilância, no dia seguinte ao desaparecimento, Diogo apareceu na rua do condomínio onde Andrielly morava, com uma viatura da PM e acompanhado por outro policial. Os dois foram até uma casa que possui câmeras direcionadas para a rua e questionam o funcionamento do sistema.

De acordo com testemunhas, eles ainda pediram que a moradora entregasse as imagens, que registraram a presença do PM no condomínio. Para a tia da universitária, isso significa que o policial não agiu sozinho.

A ex-mulher de Diogo, Maria Eduarda, também participou do protesto. Ela conviveu com o rapaz por um ano e meio e teve um filho com ele. Hoje a criança tem sete anos. Ela conta que, durante uma discussão, ela foi agredida fisicamente por ele.

“Quando teve essa agressão, a gente era adolescente, eu tinha 15 anos e fiquei em silêncio, não contei nada para ninguém. De repente ele começou a mudar, quando eu engravidei do Miguel ele mudou mais ainda”, disse.

Maria Eduarda conta que antes dela se relacionar com Diogo, outra mulher também sofreu na mão dele. E apanhava constantemente.

“O relacionamento mais conturbado foi da primeira namorada dele. Ela me disse que chegava a dormir fora da residência dela por medo… porque a mãe não aceitava mesmo, desde o início. E porque uma vez o Diogo bateu muito e ficaram as marcas nela”, contou.

Diogo foi internado para tratamento psiquiátrico um dia após o desaparecimento. Ele estava com arranhões no rosto e no pescoço. Aos familiares e amigos de Andrielly, declarou ter sido ferido durante uma ocorrência policial. A Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo – responsável por investigar o caso, aguarda a alta do PM. Assim, ele poderá prestar depoimento.

No carro dele, foram encontrados vestígios de sangue que foram recolhidos e encaminhados para confronto de DNA. A polícia acredita que o sangue possa ser da estudante. O resultado pode demorar até trinta dias para sair. Por meio de nota, a PM diz que o homem está afastado do trabalho e que irá apurar as suspeitas e as circunstâncias. E que, caso comprovado o desvio de conduta, ele será responsabilizado.

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