Febre amarela: morte de macaco confirma circulação do vírus no Paraná

Um macaco morreu infectado com o vírus da febre amarela em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. A suspeita ocorreu no fi..

Redação - 23 de outubro de 2019, 18:49

Arquivo/ANPr
Arquivo/ANPr

Um macaco morreu infectado com o vírus da febre amarela em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. A suspeita ocorreu no final de setembro, mas a infecção só foi confirmada nesta quarta-feira (23), após o resultado dos exames laboratoriais. Sete casos em humanos são investigados pelas autoridades da Saúde.

De acordo com com a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), essa é a primeira morte causada pela febre amarela confirmada desde o início do ciclo epidemiológico. Desde julho, foram registradas 78 notificações de mortes suspeitas.

Conforme as autoridades de vigilância sanitária, 11 casos foram descartados e 26 não foram conclusivos. Assim, restam ainda 40 mortes de macacos em investigação.

Ao contrário do que pode parecer, o macaco não é um agente transmissor. Os primatas são aliados da área da saúde e a morte deles pelo vírus indica em quais regiões a febre amarela está circulando e, por isso, quais são os cuidados que precisam ser adotados.

FEBRE AMARELA EM HUMANOS: CASOS INVESTIGADOS PARANÁ

Desde o início do novo ciclo epidemiológico, em julho, nenhum caso em humanos foi confirmado no Paraná.

De acordo com a Sesa, sete casos são investigados. Ao todo, foram 24 notificações da doença, das quais 17 já foram descartadas.

"Por isso, é fundamental que todos estejam vacinados. Isso porque o período epidemiológico da febre amarela está apenas começando. A vacina é a única forma proteção”, alertou o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

A vacina que previne a febre amarela está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do Paraná. Ela é indicada para todas as pessoas entre nove meses e 59 anos de idade. Em municípios com casos confirmados em humanos, idosos também podem receber a dose.

No ciclo epidemiológico anterior, o Paraná registrou 17 casos e uma morte pela doença.