Febre amarela: mortes de macacos confirmam circulação do vírus no Paraná

Três mortes de macacos infectados pelo vírus da febre amarela foram confirmadas no boletim epidemiológico divulgado nest..

Redação - 25 de novembro de 2020, 17:27

Divulgação/Sesa
Divulgação/Sesa

Três mortes de macacos infectados pelo vírus da febre amarela foram confirmadas no boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (25). Os casos são de Coronel Domingos Soares, na região sudoeste do Paraná.

De acordo com a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), não existem casos confirmados em humanos, mas a morte dos primatas atesta a circulação do vírus no Paraná. São os primeiro óbitos do período sazonal 2020/2021.

Ao todo, conforme o boletim, 65 mortes suspeitas de macacos foram notificadas em 16 municípios. Deste total, 30 casos suspeitos foram descartados após exames laboratoriais. Em 27 casos não foi possível determinar a causa da morte.

Além das três mortes confirmadas por febre amarela, outros cinco casos suspeitos ainda aguardam a conclusão do laboratório. Os casos em investigação são em Cruz Machado (Sul), Clevelândia (Sudoeste), Assis Chateaubriand (Oeste).

“É importante salientar sempre que os macacos não transmitem a febre amarela. Os animais também são infectados pela picada do mosquito contaminado com o vírus e morrem em consequência da doença”, afirmou o secretario da Saúde, Beto Preto.

FEBRE AMARELA PODE SER EVITADA COM VACINA

De acordo com a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), a forma mais eficaz de evitar a febre amarela é a vacina. O imunizante é disponibilizado gratuitamente na rede pública.

Todos os municípios do Paraná fazem parte da área de recomendação vacinal. A medida vale desde 2018, quando a circulação do vírus foi atestada na região.

Entre crianças de até um ano, a cobertura vacinal do Paraná para febre amarela é de 71%, enquanto a recomendação do Ministério da Saúde é de pelo menos 95%.

A vacina é recomendada para a faixa etária entre entre 9 meses a 60 anos incompletos. A responsabilidade pela vacinação é dos municípios.

*Com informações da Sesa