Paraná confirma caso de febre amarela e reforça importância da vacinação

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou 48 notificações da doença, sendo que 45 foram descartadas e duas seguem em investigação.

Redação - 21 de julho de 2022, 08:19

Foto: Valdecir Galor/SMCS
Foto: Valdecir Galor/SMCS

O Paraná confirmou um caso de febre amarela nesta quarta-feira (20). De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o caso foi registrado em uma pessoa e foi importado do município de São Salvador, no Tocantins.

O dado foi divulgado no boletim da Febre Amarela, referente ao período epidemiológico de julho de 2021 a junho de 2022.

Também houve 48 notificações da doença, sendo que 45 foram descartadas e duas seguem em investigação. A regional com maior número de notificações foi a 2ª, de Curitiba, com 65,6% dos casos notificados.

No Paraná, foram registradas 44 notificações de epizootias (mortes de macacos) em 23 municípios de 13 Regionais de Saúde, com 36 casos descartados e oito indeterminados. Os macacos não transmitem a febre amarela. Eles ocupam a função de sentinelas no enfrentamento, indicando o caminho que o vírus está percorrendo.

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada por vírus transmitido pela picada dos mosquitos infectados e pode ser evitada com uma dose da vacina. Os sintomas iniciais são febre com calafrios, icterícia, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores musculares, vômitos e fraqueza.

Vacinação contra a febre amarela no Paraná

De acordo com a Sesa, no período de janeiro a dezembro de 2021, foram vacinadas 112.948 crianças menores de 1 ano de idade. A cobertura acumulada até o momento é de 73,6%. A meta anual de crianças a serem vacinadas aos nove meses de idade, conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações, é de 95%, o que reforça a importância da manutenção da carteira das crianças em dia.