“Fechados Pela Vida”: Movimento de pequenos empresários pede lockdown em Curitiba

Ana Cláudia Freire

A Secretária Municipal de Saúde, Márcia Huçulak, admitiu que existe a possibilidade da cidade precisar entrar no esquema de "lockdown"
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Um grupo de 200 pequenos empresários proprietários de bares, restaurantes, cafeterias e casas noturnas, que fazem parte do movimento “Fechados Pela Vida“, publicou em suas redes sociais, nesta terça-feira (16), uma petição online para colher assinaturas de pessoas favoráveis ao chamado lockdown, na cidade de Curitiba. 

A petição veio depois do boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, com números recordes de casos do novo coronavírus (Covid-19), na tarde desta terça-feira (16).

O boletim confirmou 510 novos casos em 24 horas e 85% de taxa de ocupação de leitos do SUS para atendimento da doença.

A Secretária Municipal de Saúde, Márcia Huçulak, admitiu que existe a possibilidade da cidade precisar entrar no esquema de lockdown.

FECHADOS PELA VIDA

O movimento também publicou uma Carta Aberta à sociedade contra a abertura precoce do comércio em Curitiba.

Para ler o conteúdo completo da carta e saber quais empresas fazem parte do movimento clique aqui.

Veja quais são as reivindicações do  movimento Fechados Pela Vida:

Como cidadãos e pequenos empreendedores pedimos a Prefeitura de Curitiba, bem como outras esferas do poder público, municipais, estaduais e federais:

– O decreto do lockdown mais rápido possível para que o Sistema de Saúde não entre em colapso na Cidade de Curitiba e os efeitos econômicos sejam menores;

– Controle do transporte público para que este não seja também um foco de contagio paralização da atividade ou através de aumento significativo da frota para que não haja aglomerações;

– Plano de ação de combate à pandemia, com estágios definidos do enfrentamento, transparência de dados sobre capacidade de leitos covid-19 e não covid-19, bem como de outros índices e também de pacientes com SRAG.

– O plano de ação deve estabelecer períodos para cada estágio do enfrentamento e datas para avaliação de dados da pandemia, possibilitando assim que todos possam compreender os estágios e realizar planejamentos;

– Plano econômico para sobrevivência de empresas, principalmente pequenas ou médias, profissionais autonomos e desempregados. Sem um plano econômico o fechamento para pandemia será um fechamento em definitivo para muitas empresas, gerando falências em massa e crescimento acelerado do desemprego. Queremos fechar e contribuir no combate a pandemia, mas também queremos condições para sobreviver e se reerguer após ela.

– Como pequenas e médias empresas, somos o setor que mais emprega na economia, contudo também somos o setor com maior dificuldade de acesso à crédito e com maior dificuldade financeira. Cidades como Niterói e Foz do Iguaçu liberaram linhas municipais de crédito.

– É necessário também a desburocratização das linhas de crédito do BNDES que são oferecidas pela Fomento Paraná. Neste momento de emergência econômica, pequenas empresas enfrentam mais de 2 meses de burocracia para ter acesso à credito;

– Diretrizes para fiscalização de aglomerações e ambientes que possam ser de grande contágio, sejam eles públicos ou privados, para que as normas de distanciamento social sejam respeitadas. Estas diretrizes devem ser realizadas em conjunto com a vigilância sanitária, epidemiológica, bem como guarda municipal e polícia militar;

– Aumento de fiscais através de contratação emergencial para que a as fiscalizações sejam ágeis e eficazes. Durante o período da pandemia, estabelecimentos foram denunciados na central 156 e foram fiscalizados somente após 30 dias. A Guarda Municipal e Polícia Militar também não acolhem denúncias pois não há decreto que regulamente a fiscalização;

– Redução/Subsídio de tributos municipais e estaduais, redução das contas de água e luz, bem como auxílio nas negociações de aluguéis;

– Reabertura baseada nos 6 critérios de flexibilização da quarentena pela OMS
e planejada, através de diálogo com setores da economia e de especialistas da área da saúde.

– Todos os setores da economia devem contribuir de forma igualitária no combate à pandemia, caso haja restrições para setores específicos elas devem ser decretadas através de critérios técnicos, em conjunto com medidas econômicas e diálogo com os setores. Fechamento parciais sem critérios técnicos somente prejudicam economicamente setores da economia em detrimento de outros;

– Medidas específicas de planejamento econômico para os setores de entretenimento e cultura, como bares, teatros, casas de show, baladas, bem como de todo setor cultural que tem seus ganhos nesse ecossistema como músicos e artistas, bem como a busca de soluções criativas para sobrevivência e retomada do segmento;

– Campanhas educativas para conscientização e educação da população em cada estágio do enfrentamento da pandemia, bem como orientação sobre realização de denuncias e também de ações de prevenção. No momento de retomada econômica, estas medidas educativas também são importantes para ensinar como se portar em estabelecimentos públicos e privados para reduzir a possibilidade de contágio.

Pedimos às autoridades competentes seriedade e liderança diante da pandemia. Prefeitura de Curitiba, decrete o lockdown.

O QUE É LOCKDOWN?

Do inglês para o português, a palavra lockdown significa confinamento.  No caso de uma pandemia, refere-se ao bloqueio total de uma região, uma cidade ou estado, imposta pelos governos ou pela Justiça. É a medida mais rígida adotada durante situações extremas, como a pandemia do novo coronavírus.

Em casos de lockdown somente os serviços considerados essenciais podem funcionar, com medidas sanitárias e de contenção. Todos os demais serviços ficam suspensos por tempo indeterminado.

 

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal
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