Ferry-boat de Guaratuba: Marinha interdita balsa e espera por travessia passa de 2 horas

Redação

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Um dia após a Prefeitura de Guaratuba decretar estado de calamidade devido à crise do ferry-boat, a Marinha do Brasil interditou um conjunto de balsa e rebocador utilizado para a travessia entre Guaratuba e Matinhos. Segundo a Capitania dos Portos, a embarcação não oferecia a segurança necessária para realizar o trajeto.

Na terça-feira (13), um problema mecânico fez com que uma balsa ficasse à deriva na Baía de Guaratuba. O resgate demorou 45 minutos. “Não foi a primeira, nem a segunda vez, e se não tivéssemos tomado essa medida, talvez não fosse a última vez a nos depararmos com as balsas à deriva ou encalhadas na Baía de Guaratuba”, desabafou o prefeito de Guaratuba, Roberto Justus (DEM).

Em nota, a Marinha do Brasil afirmou que “as avarias afetam diretamente a segurança da navegação, motivando a retirada do tráfego das embarcações, ou seja, impedindo a navegação até que sejam realizados os reparos necessários a fim de serem liberadas para operar”.

A concessionária BR Travessias, que assumiu recentemente o ferry-boat de Guaratuba, alega que passou a madrugada de quinta-feira (15) trabalhando na manutenção solicitada pela Capitania dos Portos. No entanto, sem peças necessárias para consertar um dos rebocadores, a embarcação foi interditada pela Marinha.

Procurada pela reportagem, a concessionária não retornou o contato.

FERRY-BOAT DE GUARATUBA: MOTORISTAS AGUARDAM MAIS DE 2 HORAS POR TRAVESSIA

No momento, apenas dois ferry-boats estão em funcionamento para a travessia entre Guaratuba e Matinhos. A situação causa transtornos e faz com que motoristas tenham que aguardar mais de duas horas para fazer o trajeto.

“Essa fila está uma vergonha. Ficamos parados por horas antes de atravessar. Ao todo, a travessia demorou quase três horas. É um absurdo o que estão fazendo conosco, nos obrigado a esperar todo esse tempo”, relatou Antonio Puppi.

A frequência dos relatos tem aumentado desde que a BR Travessias assumiu a concessão do ferry-boat de Guaratuba. O processo de licitação foi concluído pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) no início de abril.

Além dos frequentes atrasos e filas reclamados pelos usuários, segundo a Prefeitura de Guaratuba, a BR Travessias também não tem garantido a segurança da travessia, com casos de encalhe e de balsas fora do rumo.

“Aquilo que num primeiro momento poderia parecer apenas um dissabor, em razão dos atrasos e das filas, extrapola todos os limites, oferendo risco à integridade física e à vida dos usuários”, afirmou o prefeito Roberto Justus.

A concessionária do ferry-boat de Guaratuba foi notificada e a Prefeitura exige a representação dos documentos necessários para o alvará, assim como os atestados de vistoria das embarcações e comprovantes das obrigações assumidas no contrato de concessão.

DER REQUISITA BALSAS PARA SOCORRER CONCESSIONÁRIA

Atestando a incapacidade da atual concessionária em realizar o serviço para o qual foi contratada o DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) requisitou embarcações para suprir a demanda.

“A fim de assegurar uma travessia com segurança e em tempo hábil para todos os usuários, o DER realizou uma requisição administrativa de balsas localizadas na baía, e que não estão em uso, para integrarem o serviço da travessia de forma emergencial, até que a concessionária normalize o atendimento previsto em contrato”, disse o órgão, em nota.

Além da Marinha do Brasil, o departamento solicitou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil para fiscalizar a investigar o caso.

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